Pelotas vai sediar fábrica de corporação do setor naval
Por meio da articulação política do diretor da Superintendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul (SPH), Gilberto Teixeira da Cunha, o prefeito Adolfo Antonio Fetter recebeu, na tarde de hoje (13) em seu gabinete, proposta de instalação, em Pelotas, da companhia Peibraz. Cecílio Rizzo Filho, executivo da fabricante de equipamentos para a área naval – que se destaca no setor pelo fornecimento de módulos de geração e compressão à plataforma P53 de Rio Grande – informou ao prefeito o interesse em transferir toda a planta industrial, da cidade do Rio de Janeiro, para Pelotas.
A principal motivação da corporação em implementar a unidade de manufatura, explicou Rizzo Filho, é a logística operacional e de transporte da cidade, que também é portuária. “A lei exige proximidade de área alfandegária e, além disso, a pequena distância de Rio Grande, pólo naval do estado, facilitará a otimização das operações e a prospecção de novos negócios”, justifica.
Em resposta ao pleito da Integrated Systems Peibraz, o chefe do Executivo afirmou, categoricamente, que a prefeitura é parceira do empreendimento. Ao falar da política de desenvolvimento socioeconômico do governo municipal, delegou ao secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Mário Santos, também presente na reunião, a missão de operacionalizar os trâmites burocráticos. Tendo base no município, analisou o prefeito, será criado um ciclo para novos negócios, compondo natural e paulatinamente um cluster do segmento. Geração de emprego e renda em larga escala, frisou Fetter, serão conseqüências imediatas da iniciativa.
Quatro áreas de Pelotas em estudo
Expostas no encontro pelo administrador do Porto de Pelotas, Paulo Ricardo Morales, quatro áreas do município estão no alvo da indústria, mas dependem de acertos com o Poder Público e a iniciativa privada. Com quase mil funcionários na fábrica do Rio de Janeiro, empregou, com o projeto da P53, aproximadamente 250 profissionais em Rio Grande. Excetuando-se os postos de trabalho relativos ao comando e à concepção tecnológica das soluções integradas fornecidas pela empresa, as vagas de mão-de-obra direta, como de solda, manuseio e serralheria serão contratadas em Pelotas.
Questionado por Fetter sobre a otimização das atividades, sobretudo no que tange à redução dos custos operacionais, o executivo da Peibraz adiantou: “Em médio prazo, passados os primeiros investimentos, os gastos serão menores, se comparados aos registrados hoje no Rio de Janeiro”. Em análise sobre o intento da indústria, o prefeito estima que, na esteira das primeiras companhias instaladas para capitalização das vantagens de Pelotas – destacando-se infraestrutura e mão-de-obra qualificada pelas universidades –, outros empreendimentos se consolidarão.
“Uma parcela importante do pólo naval lançará mão das benesses do município, somadas aos incentivos da lei 5.100“, declarou Fetter, referindo-se, ainda, à facilidade do Porto de Pelotas. Em acordo com as falas do prefeito, Gilberto Cunha advertiu acerca da provável adequação dos acessos rodoviários, enfatizando que a instalação da Peibraz, em Pelotas, visa evitar transportes volumosos que atravessem toda a cidade. “A futura produção poderá gerar uma carga que será naturalmente de hidrovias”, avaliou o diretor da SPH.