Pelotense paga menos pelo cesto básico em março
Os pelotenses desembolsaram menos, em março, na aquisição de gêneros alimentícios de primeira necessidade e de produtos de higiene pessoal e doméstica. Levantamento realizado pelo Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) de Pelotas aponta a queda, nos últimos 30 dias, de 0,37% do custo do cesto básico em relação a fevereiro, cujo preço foi de R$ 679,25.
“Os 54 produtos pesquisados, nos principais supermercados do Município, totalizaram R$ 676,72 no mês passado”, informa a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão, economista doméstica Nóris Finger. O percentual de redução representa R$ 2,53 a mais no bolso dos compradores de Pelotas.
Alimentos essenciais custam menos
A Ração Essencial, composta por 13 mercadorias – determinadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) – que devem atender as necessidades de uma pessoa por um mês, sofreu no período a diminuição de 1,33% em relação a fevereiro passado. O valor caiu de R$ 141,72 para R$ 139,84, contribuindo para uma economia de R$ 1,88.
Ervilha em lata, iogurte com sabores, lingüiça fresca embalada, massa com ovos, repolho, cigarros, fósforos e gás de cozinha estavam disponíveis, nas prateleiras em março, aos mesmos preços praticados em fevereiro. Profissional do setor há mais de 15 anos, Nóris justifica a presença de fumo na lista: “Obedecemos as regras da Fundação Getúlio Vargas, com base na pesquisa feita pelo Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (IEPE), que durante dois anos elencou os produtos mais mencionados pelos consumidores.”
Ao fazer a comparação com março de 2007, quando o cesto custava R$ 576,46, Nóris consolidou o aumento de 17,34%, índice que corresponde a R$ 100,26. Neste mesmo espaço de tempo, o valor da ração essencial saltou de R$ 108,72 para R$ 139,84, perfazendo o aumento de R$ 31,12 ou 28,62%.
Orientação para as compras
Instituir o hábito de pesquisa sistemática de diversos itens nos estabelecimentos comerciais e optar por frutas, legumes e verduras da estação, cujos nutrientes sejam similares aos mais caros, constituem-se em dicas de grande valia da chefe do Serviço do Procon. Desta forma, argumenta Nóris, pode-se gastar menos e fugir das elevações originadas pela sazonalidade.
O estabelecimento mensal do custo do cesto básico – analisa a pesquisadora – fornece uma visão mais detalhada do “comportamento” dos preços no âmbito varejista, já que é expresso em moeda corrente. Os grupos de alimentos, higiene pessoal e doméstica, fumo e combustíveis, além de serem apontados pelos compradores, respondem pelos maiores gastos em reais de todas as despesas das famílias. Além disso, a freqüência de consumo, revela Nóris, também é maior pelos administradores dos lares.
Confira os índices que contribuíram para a variação de março:
Produtos cujos preços aumentaram
Cenoura: 28,90%
Vinagre de álcool: 14,29%
Ovos de galinha (dúzia): 12,16%
Açúcar: 11,29%
Pasta dental (90 g): 7,98%
Produtos cujos preços diminuíram
Maçã: - 22,65%
Feijão: - 20,35%
Cebola: -17,89%
Aparelho de barbear: -15,26%
Farinha de mandioca (kg): - 12,04%