Pensão Assistida acolhe portadores de doenças mentais

Por Divulgação 03-09-2008 | 00:00:00
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Orlando da Silva Mariano é um nome desconhecido, mas talvez muitos pelotenses, em especial os que circulam pelas ruas centrais, o conheçam por “Sadam”. Este foi o apelido dado ao paranaense de 44 anos, portador de transtornos mentais, que até novembro de 2007 vivia nas ruas centrais de Pelotas. Desde novembro Orlando vive no abrigo do Município, Pensão Assistida, que atende pessoas com transtornos mentais e vivem em situação de rua.

Dezoito portadores de doenças mentais vivem atualmente no abrigo que funciona com o objetivo principal de encaminhar os usuários às suas famílias. Assim como Orlando, que deve retornar ao seu município de origem, este ano (2008) oito usuários já retornaram ao convívio familiar ”Este é um trabalho longo, muito difícil, pois eles chegam aqui sem nenhuma identificação e, em geral, nem sabem o próprio nome”, relatou a administradora do Pensão Assistida, Maristela Branco. Ela ressalta que a atual equipe de técnicos, formada por uma psicóloga, uma assistente social e uma enfermeira, é muito unida, capacitada e envolvida com o trabalho feito na instituição que é de responsabilidade da Prefeitura de Pelotas, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (SMCas).

Segundo Maristela, a equipe investiga as origens de cada abrigado, que, de um dia para o outro, lembram de algum detalhe de sua vida, ajudando no trabalho. Quando o encaminhamento do usuário para a respectiva família se torna inviável, ou pela família não querer receber o doente novamente ou por não se conseguir uma identificação, um novo trabalho é iniciado: buscar junto à justiça documentos novos e a busca de benefícios no âmbito do Governo Federal para que os usuários reconquistem a cidadania, destacou a administradora.

Enquanto os usuários permanecem no abrigo, que só atende adultos e é o único municipal do gênero na região, eles recebem moradia, alimentação, assistência médica, social e psicológica, além de participarem de oficinas de artesanato, música e fazem passeios acompanhados de assistentes sociais. “Agora temos uma rede de atendimento que funciona por isto que estamos obtendo resultados tão positivos atualmente”, concluiu Maristela.

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