Perfil do turista latino é apresentado em reunião do Comtur
Informe Estatístico de 2017 e programação prévia da Semana do Turismo também foram pautas
Conforme ocorre mensalmente, os membros do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) reuniram-se, na manhã desta quarta-feira (29), no Pelotas Parque Tecnológico, para discutir a programação da Semana do Turismo, que ocorre na cidade entre os dias 22 a 30 de setembro. No encontro, os participantes também assistiram à apresentação da pesquisa elaborada pelo Sebrae sobre o perfil do turista latino que visita o Estado, além de conhecerem mais o Informe Estatístico, que mediu o resultado das ações turísticas em 2017.
Entre os encaminhamentos, foi definida uma agenda prévia com atividades para a Semana do Turismo, que deve receber incremento nos próximos dias. O comtur também teve a oportunidade de debater, após a divulgação no início de agosto, os principais dados observados pelo levantamento que delineou os interesses dos visitantes de Pelotas.
As respostas do Informe Estatístico 2017 vão embasar as próximas ações turísticas no município, conforme está previsto no Plano Municipal de Turismo, válido até 2024.
O perfil dos hermanos
O comportamento e a percepção de quem vem de países como Uruguai e Argentina foi abordado na reunião pela gerente de projetos do Sebrae, Jussara Argoud.
O estudo foi conduzido pelos professores Marcelo Fonseca e Guilherme Trez, com a coordenação de Amanda Paim, e verificou, por meio da aplicação de 458 questionários, que 56,7% dos turistas são uruguaios e 43,3% são de origem argentina. Esses visitantes esperam, durante a estada no Rio Grande do Sul, ver paisagens bonitas e gastar pouco.
Na escolha do local para passar as férias, os hermanos preferem, principalmente, praias – a maioria do Litoral Norte (26%) – e cidades com boas acomodações na rede hoteleira. As propagandas da região também são determinantes à decisão.
A pesquisa descobriu, ainda, que a maior parte, dos que passam pelo Estado, elege viajar com a família – cerca de 60,9% –, tem preferência pela hospedagem em hotéis (38,3%) e permanece por, pelo menos, sete dias na cidade escolhida (51%).
O estudo também verificou os pontos mais fracos no turismo gaúcho. Os viajantes apontaram dificuldades em encontrar informações referentes aos roteiros turísticos nas cidades visitadas, além de uma programação cultural e pessoas especializadas em atendimento ao turista.