Ponto biométrico começa a funcionar nesta terça-feira
“O controle dos horários das jornadas de trabalho é o meio de garantir a prestação dos serviços públicos à população. Os servidores precisam compreender isso.” A afirmação foi feita pelo prefeito Eduardo Leite, na reunião do secretariado na manhã desta segunda-feira (30/11/2015), realizada para tirar dúvidas sobre a implantação do ponto biométrico na prefeitura de Pelotas, que entra em vigor nesta terça-feira (1º/12). Para o prefeito, a medida virá em benefício do próprio servidor, pois implicará, a médio prazo, na redução da necessidade de contratação de novos e, desta forma, permitirá a recomposição dentro da prefeitura. “Pelotas tem mais de oito mil servidores. Outros municípios, como por exemplo Caxias do Sul e Canoas, têm menos. Em Canoas, há cinco mil, e o orçamento é muito maior do que o nosso”, comentou Eduardo Leite, salientando que o grande número de funcionários é um dos motivos do achatamento salarial e da impossibilidade de revisões. A Gestão está disposta a não proteger quem não está trabalhando, e o prefeito utilizou-se do ditado popular para enfatizar que “para cada pessoa que ganha sem trabalhar, há uma que trabalha sem ganhar”. Certo de que não há outro caminho, além do ponto biométrico, para estabelecer um controle mais efetivo e mais moderno da jornada de trabalho, com o objetivo de devolver à população, em serviços e eficiência, os recursos que custeiam a máquina pública, o prefeito passou ao secretário de Gestão Administrativa e Financeira, José Francisco Cruz, a responsabilidade de explicar ao secretariado o funcionamento do ponto. O secretário informou que o processo do ponto biométrico está centralizado na Secretaria e ajustado, tanto administrativa como legalmente. Antes de elaborar o projeto de funcionamento da ferramenta, Cruz pesquisou o sistema adotado em outras cidades, para evitar erros e problemas. “Trata-se do pagamento do salário das pessoas, e a responsabilidade vai ser total da Gestão Administrativa e Financeira”, afirmou. A respeito do cadastro biométrico (impressões digitais), o secretário frisou que é uma obrigatoriedade a todos. “O prefeito, a vice, os secretários, os diretores e os demais servidores serão cadastrados. A portaria de dispensa será assinada pelo prefeito e os problemas pontuais serão tratados inicialmente de forma geral e, depois, individualmente por secretaria, como exemplo atividades externas, horas extras e situações específicas. O prefeito Eduardo Leite disse que a fase inicial será de teste, para que as informações sejam cruzadas e ninguém seja prejudicado. No entanto, mesmo em fase experimental, sem punição ao servidor, o controle da efetividade não será relaxado.