Prefeito assina decreto que adia início das aulas na zona rural
Em reunião na manhã de hoje, 27, o prefeito Adolfo Antonio Fetter decidiu pelo adiamento em, pelo menos, 14 dias o início das aulas na zona rural de Pelotas. Assim, as aulas começarão no dia 16 de março se as condições de acesso tiverem sido recuperadas. Com a enxurrada do fim do mês de janeiro e as precipitações que vêm ocorrendo nesses primeiros meses, acumulando em 700 mm em algumas áreas da zona rural, a infraestrutura como pontes e estradas ficou comprometida, o que justifica o adiamento.
O prefeito diz que, como sempre acontece, as escolas têm a liberdade de definir seu calendário e manter a data inicial, mas para isso o diretor precisará fundamentar a solicitação e comprovar que todos os alunos têm condições de acesso com segurança à escola. “Se identificarmos que 1% de 100% não tiver acesso, não será liberado”, afirma. As solicitações, se acontecerem, serão avaliados pelo secretário da Educação (SME), Arthur Correa.
Hoje, às 15h30, na Secretaria, Correa fará reunião com os diretores para discutir as ações.
O secretário afirma que o adiamento não prejudicará os alunos, já que normalmente as escolas da zona rural têm duas semanas de férias em julho, enquanto na cidade apenas uma semana.
Na reunião, que além do prefeito e do secretário da Educação, participaram o vice-prefeito, Fabrício Tavares, o coordenador da Defesa Civil de Pelotas, Alípio Azeredo, o secretário do Desenvolvimento Rural (SDR), Lélio Robe, de Governo, Abel Dourado, e o coordenador da Unidade de Gerenciamento de Projetos, Jair Seibel, também foram discutidas outras ações: o reforço da equipe das pontes, avaliação das pontes prioritárias para acesso às escolas, recuperação das máquinas e aquisição de materiais para recuperação das estradas.
De acordo com Fetter, a Prefeitura está agilizando a compra de pneus e o conserto de patrolas e máquinas para a recuperação das estradas danificadas, bem como a contratação de 12 homens para reforçar a equipe de pontes.Além disso, será feita avaliação das pontes que exigem recuperação mais urgente para acesso do transporte escolar e a busca de orçamento para contratação independente, já que o provável é que não seja liberada toda a verba solicitada ao Governo Federal. No primeiro momento foram definidas 11, que deverão ser confirmadas por Corrêa e Robe.
Para a recuperação das estradas, será feito contato com o Porto de Rio Grande, que ofereceu aterro da pedreira que os abastece para as estradas da zona rural, porém a cedência depende de liberação de órgãos ambientais. Caso não seja viabilizado, a Prefeitura deverá comprar o material.