Prefeitura analisa alternativa de tratamento e destinação do lixo

Por Divulgação 16-10-2009 | 00:00:00
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Representantes da empresa Mundo Limpo visitaram, na tarde de hoje (16), o chefe do Departamento de Processamento do Lixo do Sanep, Edson Plá Monterosso. A visita teve como objetivo apresentar o projeto de uma usina de tratamento e destinação de lixo doméstico para o município ou região.

De acordo com o diretor executivo da empresa, Sérgio Sodré, a usina elimina aterros ou lixões e atende questões sociais, ao gerar emprego e renda. Além disso, não exige recurso do município. A empresa também é certificada para emissão de crédito carbono.

A usina funciona da seguinte forma: o caminhão chega com a carga e despeja em contêineres, de onde são encaminhadas para rasgadores de sacos. Os resíduos passam por reatores com temperatura de até 350º centígrados, que elimina 40% a 45% da umidade. O material passa, então, por esteiras, onde funcionários fazem a separação dos tipos. O material passa por eletroímãs, que retira metais que possam ter passado despercebidos. Após os resíduos são encaminhados a trituradores, que os fragmenta e elimina o PVC, que é um poluente. O material passa novamente por um reator e é armazenado em silos.

Com o material gerado no processo, pode-se produzir diversos produtos, como madeira ecológica, tijolos, e até mesmo energia, por meio de material de combustão com alto poder de queima.

O custo da instalação da usina com capacidade para 600 toneladas por dia, seria de cerca de R$ 15 milhões. No caso de usina com geração de energia R$ 33 milhões. O recurso viria da Caixa RS.

Pelotas produz cerca de 170 toneladas/dia, e em dois dias específicos – segunda e terça-feira – pode chegar a 300 toneladas. Assim, seria possível, consórcio com outros municípios da região. Sodré diz que a empresa, que já possui um protocolo com a CEEE para gerar energia, pode oferecer uma cota da produção em troca do terreno.

A usina, com capacidade para recebimento de 600 toneladas/dia geraria 600 empregos – um por tonelada – que teriam salário fixo e alimentação na empresa, que funcionaria nos três turnos.

Monterosso solicitou ao representante da empresa o envio do projeto detalhado para análise e afirmou que vai visitar a obra da usina em Parobé, que estará em atividade até o início de 2010. A instalação de uma nova usina pode demorar até 18 meses. O empresário estava acompanhado do deputado estadual Nelson Harter, que os apresentou também ao prefeito Adolfo Antonio Fetter ontem (15).

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