Prefeitura avalia resultado da votação do Shopping Popular
A Prefeitura recebeu com absoluta tranquilidade o resultado da votação do Projeto de Lei do Shopping Popular, segundo o chefe de Gabinete do prefeito Adolfo Antonio Fetter, Abel Dourado. A votação apontou cinco votos favoráveis à proposta do Executivo, cinco contrários e cinco ausências, determinando a rejeição do projeto. “O fato de a votação se dividir em três terços - cinco a favor, cinco contra e cinco ausentes - comprova, como se sabe, que o tema é polêmico e complexo, também considerando que este é um período de férias, difícil para mobilizar as pessoas e a sociedade em geral, com muitos vereadores em viagem. No entanto, a Prefeitura fez a sua parte, diante da urgência de começar logo as obras, tanto do Shopping quanto do Calçadão do Centro, e vai retomar o assunto oportunamente”, explica Dourado, destacando que a Prefeitura, como representante dos interesses de toda a comunidade, independentemente do que vier a acontecer com o Projeto de Lei na Câmara, vai construir o Shopping e fazer as obras de recuperação e requalificação do Calçadão, porque são demandas urgentes do povo de Pelotas. A Prefeitura não carece do aval da Câmara para fazer a obra que, diz o secretário de gestão Urbana, Luciano Oleiro, vai promover significativa mudança para melhor no Camelódromo e entorno, além de retirar os vendedores ambulantes do Centro. Segundo ele, com o único objetivo de preservar os interesses de quem já trabalha no local, assim como dos que atuam no Centro, a Prefeitura prefere fazer a obra com a autorização da Câmara, por meio de concessão. O secretário acrescenta que isso evitaria ter que fazer licitação para quem tiver interesse em ter uma banca no novo Shopping, eliminando a possibilidade de dar preferência aos 400 que já atuam no local e aos 200 que trabalham no Centro. A outra alternativa, a qual a Prefeitura irá utilizar caso o projeto não seja aprovado no Legislativo, será por meio de Parceria Público-Privada, conforme prevê a lei. O PL do Shopping Popular está há cinco meses no Legislativo e nesse período foi alvo de discussões, argumentações e mudanças, às quais foram atendidas pela Prefeitura, no sentido de proporcionar que a Câmara aprovasse a matéria e pudesse beneficiar os atuais locatários e os vendedores ambulantes do Centro. Abel Dourado lembra que, ao aprovar o contrato com o Banco Mundial, onde estava prevista a construção do Shopping, na aprovação do Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias e no Orçamento de 2011, os vereadores já aprovaram a construção da obra.