Prefeitura busca local para moradia de indígenas
O caminho para preservar a cultura indígena Kaingang teve mais uma etapa vencida. Na tarde desta quarta-feira (11/04/2016) uma comissão de índios acompanhou a vice-prefeita Paula Mascarenhas na avaliação de terrenos para realocação da comunidade. Mais de 50 índios - entre homens, mulheres e crianças – estão acampados há, pelo menos, seis meses à beira da avenida Presidente João Goulart, em frente a rodoviária do Município, e buscam um local para se estabelecerem efetivamente. Duas regiões, próximas à BR-392, foram visitadas. A primeira área, com cerca de três hectáres, localizada há pouco menos de um quilômetro do asfalto e próxima de um córrego não conquistou o sorriso da comissão à primeira vista. No entanto a segunda área, bem mais ampla, com 12 hectares e a 30 quilômetros da cidade, parece ter ido ao encontro dos planos do grupo que pretende montar suas próprias moradias embasados em suas tradições, além de deixá-las ideais para a confecção de seu artesanato, principal fonte de sustento para aquelas famílias. “Estamos estudando todas as possibilidades junto aos indígenas e ao governo”, esclarece a vice-prefeita que ainda analisa a melhor forma da prefeitura suprir tais necessidades como moradia, saúde, educação e transporte. O cacique Pedro, que vive no acampamento provisório com a mulher e cinco filhos, considera a segunda opção mais segura, suficiente para montar uma boa estrutura, e mais sossegada: “um lugar amplo, com boa terra, próximo da estrada. Parece bom”, declarou. Nesta quinta-feira (12/04/2016), a comissão indígena deverá sinalizar o primeiro parecer sobre os locais, e na próxima semana, haverá uma nova reunião com a presença do prefeito Eduardo Leite, o coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Porto Alegre, Jorge Carvalho, a vice-prefeita e representantes das demais secretarias envolvidas no projeto. Participaram, também, da visita, o secretário de Cultura (Secult), Giorgio Ronna, de Justiça Social e Segurança (SJSS), Luiz Eduardo Longaray, além de representantes da Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), além do professor Reinaldo Tillman, coordenador do Núcleo de Advocacia Popular da UCPel e estagiários.