Prefeitura constrói galpão de reciclagem de lixo no Dunas
Na tentativa de promover a inclusão social de boa parcela dos catadores de lixo e papeleiros, elos mais frágeis da cadeia econômica, a Prefeitura está erguendo mais um galpão de reciclagem no Município. Somando-se às três unidades implantadas na Vila Castilho, no Porto e no Getúlio Vargas, todas em funcionamento, a central de reaproveitamento do bairro Dunas ficará pronta em junho e entrará em operação no mês subsequente. Orçada em R$ 74 mil, recursos da Consulta Popular do governo do Estado, a obra foi licitada pela Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP), que também elaborou o projeto executivo do novo empreendimento. Localizado no final da avenida Ulisses Guimarães, o galpão de triagem representará uma oportunidade de aumento de renda e de organização das atividades de 30 famílias cooperadas de papeleiros e catadores da localidade. “Este é um pedido antigo da comunidade que será atendido. A intenção da administração pública é mitigar a situação histórica, portanto anterior ao governo atual, de péssima inclusão econômica e de exclusão social dos trabalhadores”, afirma o coordenador geral da UGP, Jair Seidel. Os trabalhos de separação, classificação, preparo e acondicionamento de plástico, papelão, metal e vidro para venda contarão com suporte da Associação dos Moradores do Dunas e orientação do Sanep. O planejamento do negócio, concebido pela Unidade, prevê a compra de equipamentos específicos, principalmente prensas, indispensáveis nas tarefas finais de todo o processo. De acordo com o gestor, os ganhos não se restringirão ao aspecto financeiro. Os moradores começarão a abandonar o hábito de guardar, em casa, materiais descartados pela população, contribuindo com a limpeza e, por extensão, com a saúde. A meta é organizar o setor, evitando a composição de depósitos de lixo, bem como o armazenamento de qualquer resíduo que não possa ser tratado e posteriormente comercializado. Guardar lixo, durante curtos períodos, somente para selecioná-lo e transformá-lo em fonte digna de rendimentos, segundo Seidel, consiste na nova concepção de tratamento que está sendo implementada em Pelotas. Para viabilizar o regime de associativismo, inicialmente haverá concessão de auxílio financeiro, próprio em projetos com o conceito de cooperativismo, com o fim de garantir, em médio prazo, autonomia de subsistência aos catadores e papeleiros.