Prefeitura e Porto participam de Força-tarefa Intermodal

Por Divulgação 24-07-2009 | 00:00:00
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A primeira reunião, realizada ontem (23) à tarde em Porto Alegre, para debater a instalação do Grupo de Portos da Força-tarefa Intermodal do governo do Estado, resultou na decisão unânime de preparação de um documento com as demandas de cada município participante. O projeto, anunciado no dia 9 de julho, é fruto de acordo entre a administração estadual e a Holanda com o fim de potencializar e integrar os segmentos fluvial, rodoviário, ferroviário e de cabotagem.

O próximo encontro acontecerá no dia 30 de julho, quinta-feira que vem, às 9h na Superintendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul (SPH), ocasião em que as administrações municipais apresentarão, em data show, o status e os entraves do crescimento econômico dos respectivos portos e terminais. Os debates, informa Carlos Mário Santos, foram pautados pela melhoria da infraestrutura dos cais, dragagem, tipos adequados de embarcações, navegação na lagoa mirim e instituição de marco regulatório em forma de lei.

Outro resultado do encontro foi a constatação de que os diversos terminais privados do Estado movimentam mais carga, nas “águas internas” ou lagoas e rios, do que os portos oficiais porque estes apresentam custos muito mais altos. “E por conta de uma legislação falha”, advogou Santos.

A infraestrutura de Pelotas – enfatizou, em ofício, o prefeito Adolfo Antonio Fetter ao secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Daniel de Moraes Andrade –, precisa ser otimizada e priorizada pela gestão estadual. “O cais comercial do Município, além de excepcional localização geográfica e, portanto, logística, requer poucos investimentos e será caminho obrigatório na utilização hidroviária da Lagoa Mirim”, justificou o prefeito.

Na sede da SPH, além do secretário de Desenvolvimento Econômico de Pelotas, Carlos Mário Santos, participaram das discussões representantes das prefeituras de Porto Alegre, Tapes, Cachoeira do Sul, Estrela, Rio Pardo, Palmares do Sul e Taquari. Segundo o titular da SDE, estiveram presentes também executivos da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) e da Administração das Hidrovias do Sul (AHSUL), instituição federal responsável pelo Porto de Estrela.

Na tarde de hoje (24), o secretário da SDE, representante da prefeitura no Conselho Municipal de Autoridade Portuária (CAP) de Pelotas, entrará em contato com o diretor do Porto de Pelotas, Paulo Morales, a fim marcar uma audiência de trabalho para o início da semana que vem. O objetivo, esclarece Santos, é estruturar um projeto completo e exequível a fim que o cais comercial do Município não fique, de modo algum, de fora do programa estadual de alavancagem do crescimento do transporte hidroviário.

“Se o Porto de Pelotas não for contemplado com investimentos, equipado adequadamente, com um guindaste para movimentação de contêineres, por exemplo, e munido de embarcações apropriadas, a infraestrutura continuará parcialmente ociosa”, disse o secretário na reunião da Força-tarefa. Em resumo, Santos reivindica, em nome do prefeito Fetter, a união e a consolidação de todos os dados dos estudos para a construção do planejamento final. “Os grupos podem preparar planos de modo isolado, no entanto é imperativa a integração a fim de que o trabalho não se fragmente”, defendeu, dirigindo-se ao diretor da SPH, Gilberto Cunha.

Além do grupo de trabalho de Portos, o Masterplan da Força-tarefa Intermodal dispõe das equipes de contêineres, capitaneada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), e de granéis, comandada pela Cesa e pelos terminais graneleiros do Porto de Rio Grande. Para Santos, o cerne da questão problemática é pontual: “A iniciativa do governo estadual é importante, mas devemos evoluir para um trabalho conjunto com todas as propostas contempladas no projeto de desenvolvimento do transporte hidroviário”.

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