Prefeitura engajada no apoio à comunidade kaingang

Por Divulgação 07-02-2017 | 00:00:00
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A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Município vai buscar parceria com a do Estado para desobstruir poço próximo à aldeia indígena kaingang, localizada na colônia Santa Eulália, 7º distrito de Pelotas, para que aquela comunidade tenha acesso à água de boa qualidade, sem depender exclusivamente do abastecimento que é regularmente feito pelo Sanep, através de caminhões-pipa. “A SDR está pronta para o trabalho, assim como outras secretarias. A prefeitura também vai seguir o projeto para habitação”, comentou a prefeita Paula Mascarenhas, na tarde desta terça-feira (7), em reunião na comunidade indígena, com a presença do vice-prefeito Idemar Barz, do procurador da República, do Ministério Público Federal, Max Palombo, do professor Reinaldo Tillmann, do Núcleo de Advocacia Popular (NAP) da Universidade Católica (UCPel), de representantes da Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, dos caciques Pedro e Alcir, dos secretários de Desenvolvimento Rural e de Governo, respectivamente Jair Seidel e Clotilde Victória, da representante da Cáritas Arquidiocesana, Adriana Teixeira, do coordenador da Defesa Civil, Paulo Darci dos Santos, de indígenas e pessoas vinculadas aos setores citados. O Ministério Público tem realizado reuniões periódicas na comunidade indígena, avaliando as ações do Poder Público para promover melhorias e qualidade de vida àquela comunidade, que vive em terras doadas pela prefeitura de Pelotas. A geóloga da Sesai, Rosimeri Soares Siviero, informou que, em levantamento realizado naquela localidade, foi constatada a existência de um poço próximo e que, segundo relatos de moradores das imediações, teria água de boa qualidade. O poço está aterrado. Para que a água seja pesquisada, é necessário remover o material de seu interior. A SDR municipal não possui equipamento próprio para este trabalho. Por isso, estabelecer uma parceria com a SDR do Estado, através de convênio já existente, foi a medida apontada como solução. O poço entulhado está localizado a pouco mais de 500 metros da aldeia. Uma vez desobstruído e constatada a qualidade da água, a prefeitura entrará com mão de obra e material para canalização. Se não for próprio para consumo, entra em pauta a construção de um novo. Paula lembrou que a prefeitura disponibilizou o espaço para a comunidade; a Defesa Civil participou da transferência dos índios que ocupavam terreno defronte a rodoviária para a colônia; a Secretaria de Assistência Social disponibilizou cobertas e sacolas com gêneros; a Secretaria da Cultura viabilizou a comercialização de artesanato dos kaingangs no Mercado das Pulgas; a SDR mantém as estradas; e o Sanep abastece a aldeia com água potável. “Nós queremos promover melhorias para a comunidade. Desde o início, nos engajamos ao processo e vamos prosseguir”, afirmou.

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