Prefeitura oferece espaço no prédio da Brahma ao Tholl

Por Divulgação 04-09-2009 | 00:00:00
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Colocando um ponto final nas especulações acerca da saída do Grupo Tholl de Pelotas, o vice-prefeito Fabrício Tavares, representando o prefeito Adolfo Antonio Fetter, comunicou oficialmente ao diretor-artístico da trupe, João Bachilli, a oferta de espaço no prédio da antiga cervejaria Brahma. Em resposta à administração pública – no encontro do qual participaram ainda o secretário de Coordenação e Planejamento (SCP), Agostinho Meirelles, e a assessora de imprensa do Tholl, Maria Amália Nogueira –, Bachilli comprometeu-se em estudar e analisar a proposta. “Nossa preferência é ficar no Município, mas queremos construir a solução em conjunto”, assinalou o diretor.

A ideia da gestão municipal nasceu de uma permuta de imóveis. Conforme o vice-prefeito, inicialmente a União destinou o prédio e as dependências da antiga estação ferroviária para a Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O reitor, no entanto, posteriormente aceitou a permuta da viação férrea com parte das instalações do edifício da Brahma, de propriedade da prefeitura. “Vamos construir, na estação ferroviária, o novo Centro Administrativo”, revelou Tavares. O empreendimento da administração pertence ao Projeto Pelotas Polo do Sul, implementado pelo governo Fetter e financiado pelo Banco Mundial.

Principal encaminhamento da reunião, na quarta-feira próxima, dia (9), às 10h30min, uma vistoria no local acontecerá com a presença do diretor-artístico do Tholl, do vice-prefeito e do titular da SCP. Ao mesmo tempo em que se mostrou empolgado com a oportunidade de discussão de espaço para cada instituição, Bachilli revelou preocupação com eventuais dificuldades que os façam mudar novamente de sede. “Temos equipamentos específicos e necessidade de nos fixarmos num local apropriado”, afirmou ao vice-prefeito.

Tranquilizando-o, Fabrício Tavares esclareceu que Fetter já desencadeou o processo administrativo na prefeitura: mais especificamente, do gabinete do prefeito à Secretaria de Governo, sob o comando de Abel Dourado. O próximo passo, revela o gestor público, será submeter o projeto de lei à aprovação dos parlamentares pelotenses com a meta de autorizar a troca dos imóveis.

A destinação do espaço ao Tholl, complementa o secretário da SCP, deverá ser incluída no novo dispositivo jurídico, assegurando parte das dependências à trupe. “Para a prefeitura, o grupo Tholl pertence ao patrimônio cultural de Pelotas, além de gerar renda e empregar 160 pessoas”, declarou ao empreendedor. Segundo ele, o prefeito não revelou antes os planos para a acomodação da trupe por defender uma postura de cautela, já que as negociações com a reitoria da UFPel estavam em andamento. Informações preliminares, em conversa com o chefe do Paço Municipal, dão conta de que Borges pretende implantar, ao lado do Tholl, um centro científico e cultural, com foco em pesquisa e desenvolvimento.

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