Prefeitura promove resgate da cultura luso-açoriana
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE) está promovendo, em parceria com a Comissão Organizadora da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul (Caergs), o Projeto Sul do Sul: História, Memória e Patrimônio, Identidade Luso-açoriana em Pelotas. A data estimada do lançamento oficial é a Semana de Pelotas, que ocorre tradicionalmente de 1º a 7 de julho.
Como o próprio nome sugere, destaca do titular da SDE, Carlos Mário Santos, a iniciativa representa um fomento para o resgate e o reconhecimento de um povo cuja cultura está arraigada na cidade. A programação do “Sul do Sul”, conforme os organizadores, prevê a realização de seminário e exposições em novembro.
Coordenadora de Relações Internacionais da secretaria, Regina Britto Fiss, que também é representante da Caergs em Pelotas, informa que, no dia 21 de maio às 10h, haverá uma reunião na Secult com os promotores do evento para análise e aprovação do projeto. “Além da SDE, temos a participação das secretarias de Cultura e de Educação, do Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas e do Clube Centro Português”, afirma Regina.
Caergs busca apoiadores dos eventos
Neste mesmo dia às 14h, adianta a coordenadora, o salão nobre da prefeitura vai sediar o encontro em que entidades, instituições e empresas serão convidadas a juntarem-se ao “Sul do Sul”. Na lista da Secretaria de Desenvolvimento Econômico estão vários veículos de Imprensa, como os jornais e as emissoras de TV locais; instituições de ensino, entre as quais as universidades Católica e Federal, além de todo o sistema “S” e do IF-Sul; a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação Comercial de Pelotas; e a 5ª Coordenadoria de Educação do estado.
Entre as entidades, o Museu do Charque, o Instituto João Simões Lopes Neto e o Conselho Municipal de Cultura confirmaram adesão como apoiadores. “Durante a reunião da tarde, vamos tirar várias comissões e deliberar sobre a natureza da contribuição de cada uma”, revela a coordenadora. A restituição da memória da ascendência luso-açoriana, analisa Regina Fiss, vai ao encontro do movimento contemporâneo de retomada das raízes, sobretudo em razão do sincretismo de costumes e do consequente multiculturalismo.