Prefeitura prorroga e amplia convênio que beneficia autistas
Na tarde desta sexta-feira (2), o prefeito Adolfo Antonio Fetter e o presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Pelotas (Apae), Willibaldo Hellwig, assinaram, no Salão Nobre do Paço Municipal, o Termo Aditivo de nº 065/2011, que prorroga por mais seis meses e amplia o Convênio existente entre a Prefeitura e a Apae, que visa ações conjuntas para o atendimento de pacientes com deficiência intelectual e autismo. Até o momento, 36 crianças e adolescentes eram atendidas pelo Convênio, mas a expansão do projeto possibilitará o atendimento de outras 22 pessoas, que aguardavam em lista de espera, aumentando para 58 o número de beneficiados - um acréscimo de 61%. Assinaram o documento, como avalistas do Termo Aditivo, a secretária de saúde, Arita Bergmann, e a presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Comdica), Gisele Scobernatti. Arita agradeceu o apoio permanente do prefeito Fetter, que tem possibilitado melhorias e o aumento significativo em atendimentos na área da saúde e destacou que a prorrogação deste Convênio viabilizará às famílias de pacientes autistas mais 209 procedimentos mensais. “Trata-se de um momento de suma importância para a saúde do Município, um momento em que a administração pública dá mais um passo na direção da ampliação de atendimentos”, comentou. Maria Clara Salengue, responsável técnica da Apae, disse que a notícia é tão boa que pode ser considerada como “um presente pelo aniversário de 20 anos da Apae”. Ela disse que, embora historicamente, até a década de 1980, se considerasse o autismo como um quadro psiquiátrico, atualmente já se sabe que se enquadra na área neurológica e que cerca de 70% dos casos estão relacionados à deficiência mental. Hellwig assinalou que, entre as Apaes de todo o País, o Rio Grande do Sul é um dos estados pioneiros a viabilizar este tipo de serviço especializado para pacientes com deficiência mental. De modo geral, os casos suspeitos de autismo devem se dirigir à rede básica de saúde, para que tenham acesso, via Central de Regulação, às Consultas Especializadas. Integrado a este projeto, o Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) acolhe as crianças e, ao identificar casos suspeitos de autismo, encaminha os menores ao Laboratório da UFPel, que é responsável pelo diagnósticos. A secretária adiantou, ainda, que um novo convênio, em tramitação, irá possibilitar novas melhorias e o desenvolvimento de todas as atividades previstas em um projeto que foi desenvolvido pela Secretaria de Saúde. A intenção e meta de todas as instituições envolvidas é dar conta da demanda do Município, principalmente daquelas que têm limite intelectual e, por isso, encontram mais dificuldades em se adaptar à rede regular de ensino. “Não temos números definitivos, porque depende muito dos critérios considerados nas avaliações, mas calcula-se que haja, em Pelotas, em torno de 80 crianças e adolescents nestas condições”, disse Maria Clara Salengue. Também presenciaram o ato de assinatura do documento outros integrantes da SMS, do Comdica, da Apae e do CAPSi.