Prefeitura reafirma disposição de construir Shopping Popular
Caso o Projeto de Lei de construção do Shopping Popular não seja aprovado logo, a Prefeitura vai publicar os editais das obras e fazer as licitações pertinentes, conforme lhe faculta a lei. No entanto, isso fará com que os vendedores ambulantes que atuam hoje no Camelódromo, assim como os que trabalham na área central, deixem de ter prioridade para serem realocados no Shopping Popular, pois terão que concorrer com outros 1,5 mil já cadastrados e outros que queiram se inscrever, por meio de processo de licitação. A informação é do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Carlos Mário Santos, a propósito do Projeto de Lei do Shopping Popular, reencaminhado à Câmara de Vereadores hoje (27), como uma das prioridades da convocação extraordinária desta sexta-feira e da segunda-feira (31) proposta pelo prefeito Adolfo Antonio Fetter e aceita pelo presidente da Casa, Eduardo Leite (PSDB), segundo edital publicado quarta-feira. O secretário explica que a urgência da Prefeitura em definir a aprovação do PL do Shopping Popular, a fim de começar logo as obras do novo prédio, reside no fato de que a recuperação e revitalização do Calçadão do Centro está condicionada à finalização do prédio que vai substituir o atual Camelódromo. “Estamos às vésperas das festividades de comemoração dos 200 anos de criação do Município e o prefeito Adolfo Antonio Fetter quer chegar ao dia 7 de julho de 2012 com o Shopping pronto e funcionando e, mais ainda, com o Calçadão totalmente revitalizado, eis que é o cartão postal da cidade”, salienta Carlos Mário Santos. O coordenador da Unidade de Gerenciamento de Projetos da Prefeitura (UGP), Jair Seidel, reforça a intenção de a Prefeitura dar início rapidamente às obras do Shopping Popular, destacando que, construído há 30 anos, o Calçadão se deteriorou, em termos de infraestrutura, tomado por ambulantes e com sérios problemas, inclusive de higiene e de segurança, tornando-se um péssimo cartão de visitas da cidade. “Não é possível que, após tantos anos de esquecimento e sem manutenção, agora que a Prefeitura, na gestão do governo Fetter, conseguiu recursos e está pronta para, assim que o Shopping estiver concluído e funcionando, começar as obras no Calçadão, o processo seja emperrado por causa de interesses pessoais de alguns, em detrimento do interesse de uma comunidade inteira, de quase 350 mil pessoas”, lamenta. Por outro lado, o secretário de Urbanismo, Luciano Oleiro, enfatiza que o valor simbólico de uma banca no atual Camelódromo é de R$ 20,00 mensais. Mas, acrescenta, também é verdade que há casos em que as bancas são sublocadas por valores que chegam a R$ 800 mensais, segundo informações de ambulantes. Nesse contexto, salienta Oleiro, o valor projetado máximo de aluguel de banca no novo Shopping Popular – R$ 480,00 – é razoável, considerando que o novo espaço de comércio popular em Pelotas será vanguardista, com infraestrutura completa, dois andares, com restaurante, estacionamento, praça de alimentação, banheiros e tudo que exige um verdadeiro shopping. O secretário lembra que o Shopping substituirá uma estrutura precária, como hoje é o Camelódromo, com problemas de segurança, inclusive contra incêndios, com infiltrações e goteiras, sem estacionamento adequado e as condições ideais para comerciantes e consumidores. “Pelotas está crescendo e as obras do novo Shopping, bem como a modernização do Calçadão, se fazem urgentes, já que também são uma aspiração antiga da população, que está ansiosa para ver esses dois projetos prontos”, ressalta.