Prefeitura recolhe 400 caçambas de lixo do Corredor do Obelisco
“Há algum tempo, não estavam mais passando veículos nesse trecho. Até os moradores não conseguiam caminhar direito. Fora o lixo que estava acumulado na esquina. Agora está muito melhor”. A afirmação da comerciante Paola Antunes, retrata a mudança realizada através de uma ação da prefeitura, executada entre agosto e setembro deste ano, que transformou trechos do Corredor do Obelisco, no Dunas. Foram recolhidas mais de 400 caçambas de lixo e retirados, em média, dois metros de profundidade de lodo em trechos das vias. Também foram consertados pontos na rede de água que apresentavam vazamentos. Para tapar os buracos, a equipe utilizou areia e pó de brita, além de realizar o patrolamento. Também foram construídas travessias que auxiliam no escoamento da água nas ruas Dezenove, Vinte e Três, Vinte e Cinco, Vinte e Sete e Vinte e Nove. O serviço, que era demanda da população local, foi realizado pelos funcionários do Município com o auxílio de cinco retroescavadeiras, rolo compressor e 17 caçambas, nos trechos entre as ruas Um e Dezenove e Vinte e Seis e Vinte e Nove. O trabalho foi desenvolvido pelo Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep), em parceria com as Secretarias de Serviço Urbanos e Infraestrutura (SSUI) e de Obras e Pavimentação (Smop). Em junho deste ano, a prefeitura atuou com o mesmo serviço entre as ruas Dezenove e Vinte e Seis e em trechos pontuais – locais mais prejudicados pelo cedimento de terra. O serviço “Tinha galhos, troncos de árvores, colchões, móveis, eletrodomésticos, roupas e, inclusive, animais mortos”, disse Alex Braga, funcionário do Sanep responsável pela organização do trabalho. Ele explica que os materiais recolhidos foram separados e encaminhados, de acordo com o seu tipo, para o Aterro Municipal, a Estação de Transbordo de Resíduos Sólidos e para o Ecoponto. Braga também destacou o fato do lixo acumulado atrair animais que transmitem doenças, como ratos e baratas. O que dizem os moradores Apesar de reconhecerem o trabalho executado nesses dois meses, os moradores lamentam que a população não colabore na manutenção da limpeza. Nesta terça-feira (04/10/16), uma semana depois do fim do trabalho, já foi possível encontrar locais tomados pela concentração de lixo. “É uma pena porque a comunidade não ajuda a manter. O lixo é retirado em um dia e, no outro, já começam a descartar de novo nas ruas”, lastimou o comerciante Eduardo da Silva. A moradora Paola Antunes disse que reclama com os vizinhos quando presencia esse tipo de atitude. “Se eu vejo alguém colocar lixo aqui na rua, eu falo. Falta muita conscientização das pessoas”, afirmou.