Previsão de mais calor leva Procon a orientar à proteção
Com a divulgação do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sobre o aumento neste verão das temperaturas em relação às registradas nos últimos anos, o Procon de Pelotas elaborou algumas dicas de proteção da saúde. Motivado pela previsão do excepcional calor, causado pelo fenômeno atmosférico-oceânico El Niño e o aquecimento global, o órgão, vinculado à Procuradoria Geral do Município (PGM), reforça o conselho de usar produtos com Fator de Proteção Solar (FPS).
Na iminência dos feriados de Natal e Ano Novo, em que a população lota as praias de todo o País, a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do Procon, Nóris Fonseca Finger considera fundamental a consciência da necessidade de utilização dos protetores. “As doenças de pele têm sido frequentes principalmente pela destruição progressiva da camada de ozônio, que nos protege dos raios ultravioleta”, afirma Nóris.
Quando se lançar à compra, orienta a economista doméstica, é preciso ter certeza da adequação do tipo de pele com o grau do FPS informado no rótulo, que deve ser lido atentamente. Outra recomendação é observar os dados que as indústrias e farmácias de manipulação são obrigadas a inserir nas embalagens: CGC, endereço, telefone, nome completo, composição e datas de fabricação e validade.
Conforme a chefe do departamento, também não podem faltar detalhes sobre contraindicações, instruções de uso, tempo recomendado de reaplicação, número de registro no Ministério da Saúde e resistência ou não à água. Lançando mão, mais uma vez, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), Nóris enfatiza: independentemente de ser nacional ou importado, a mercadoria tem de estar à venda com rotulagem em português, linguagem clara e precisa.
Mães, pais e responsáveis, no caso de dúvidas sobre níveis de proteção adequados e possíveis alergias, têm de procurar o pediatra antes de utilizar qualquer produto, especialmente em bebês. Bronzeadores de fabricação caseira são proibidos, perigosos e não obedecem aos parâmetros técnicos e os padrões de qualidade exigidos. “Além disso, não são autorizados pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde”, constata a educadora. Havendo dúvidas sobre formas de bronzeamento relacionadas ao tipo de pele, faz-se necessário consultar sempre um dermatologista.