Primeiro dia de aula é marcado por recomeços e reencontros
Emei Paulo Freire, no Dunas, recepcionou 143 alunos nesta segunda-feira
Toda segunda-feira traz consigo a lembrança e o incentivo para inícios e recomeços. Para cerca de 30 mil crianças e jovens de Pelotas, matriculadas nas 89 escolas municipais das zonas urbana e rural, o início desta semana foi marcado pelo retorno às aulas, pelo reencontro com colegas e professores, e pelas descobertas dos novos ambientes escolares.
Mais de 140 alunos começaram o ano letivo na Paulo Freire - Fotos: Michel Corvello
Às 7h30min, em frente à Escola de Educação Infantil (Emei) Paulo Freire, no Dunas, dezenas de crianças já começavam a chegar para iniciar o ano letivo. Acompanhadas pelas mães, pais e familiares, os pequenos demonstravam a saudade do educandário e dos amigos do dia a dia, e a expectativa para mais um ano de aprendizados. O educandário será responsável pelo ensino de mais de 140 alunos, em 2019.
Reencontros
“Eles estão aqui desde bebês e adoram vir para cá, principalmente agora, que a escola está maior, mais bonita e colorida. Também têm paixão pela professora”, disse Cristiane dos Santos, mãe dos gêmeos Oliver e Saymon, de 5 anos. Ela afirma que a intimidade com as profissionais da Emei facilita o recomeço e que a escola é uma segunda casa para os filhos.
Nickolas, 4 anos, estava ansioso para o retorno, de acordo com a sua mãe. “Nas férias, toda hora ele me perguntava se era dia de escola. Hoje, quando acordou, disse que estava com muito sono, mas no momento que soube que era pra vir, levantou todo feliz”, contou Juliana, rindo.
A recepção dos alunos contou com as salinhas coloridas e enfeitadas para recebê-los, além de música e fantasias para compor o clima divertido desta segunda-feira (25); como a professora da turma dos gêmeos Oliver e Simon, Mariluce Matos, que recepcionou a turma caracterizada. “A gente se dedica para recepcioná-los da melhor forma. É emocionante essa volta, ter eles aqui novamente”, comentou a educadora.
Musica e fantasias integraram a recepção dos alunos nesta segunda - Fotos: Michel Corvello
Dia de estreias
A segunda-feira também marcou o início de uma nova etapa para Helena, de 6 meses, e sua mãe, Lessandra Saldanha. A jovem estava ansiosa para conhecer a nova escola da filha e, com lágrima nos olhos, relatou o momento difícil de deixar a pequena. “Sei que vai ser bom para ela e preciso disso para poder trabalhar, mas é complicado esse começo. Acho que, aos poucos, a Helena e eu vamos nos acostumar”, comentou Lessandra.
Ela conta que ficou feliz quando soube da vaga na Paulo Freire porque não teve a mesma oportunidade com as filhas mais velhas – uma precisou acompanhá-la no serviço e a outra precisou do cuidado de familiares durante o seu expediente. Nas turmas de berçário, enquanto alguns bebês, curiosos, descobriam o lugar e se atentavam às cores, brinquedos e novos colegas, outros já sentiam a ausência dos familiares e recebiam toda a atenção dos professores e auxiliares para acalmá-los.
“É uma adaptação para as crianças e para os pais. Por isso temos esse período para eles ficarem juntos, ambientarem os alunos, até eles adquirirem confiança”, explica a diretora da Emei, Tatiane Resende, que acrescenta que todas as professoras prepararam lembrancinhas para presentar os pequenos no primeiro dia de aula. “Estamos todos felizes. Preparamos a escola desde o início do mês com muito carinho”, enfatizou.
Preparo especial
Na cozinha da Paulo Freire, as merendeiras Keli, Suelen e Letícia são responsáveis por uma das atividades mais importantes na rotina da escola: as refeições. O trio afirma já conhecer os gostos e preferências das crianças e admitem a saudade de ver todos reunidos. Para esta segunda, o cardápio era leite e fruta pela manhã; arroz, feijão e iscas ao molho para o almoço; e, à tarde, outra fruta e leite.
Trio de merendeiras é responsável por todas as refeições na Emei - Foto: Michel Corvello
Incentivo à leitura e à escrita
Em novembro do ano passado, a Emei lançou a publicação ‘Ipirelo e seus amigos’, durante a 46ª Feira do Livro – um compilado de desenhos, esculturas e textos feitos pelas crianças, de 5 e 6 anos, referente a uma visita que realizaram ao Museu Oceanográfico, em Rio Grande. A elaboração do livro é uma das estratégias utilizadas pelo educandário para demonstrar a importância da leitura desde a infância.