Principais ações da Prefeitura em 2018: Turismo e Cultura
O destaque neste ano foi o reconhecimento do Conjunto Arquitetônico e da Tradição Doceira de Pelotas como patrimônio brasileiro
A Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Inovação (Sdeti), com sede no Parque Tecnológico, atuou com transversalidade nas suas três esferas.
A Sala do Empreendedor facilita a abertura de novas empresas. Foto: Gustavo Mansur/Arquivo
No setor de Desenvolvimento, consolidou a Sala do Empreendedor, juntamente com a Secretaria de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana (SGCMU), cuja novidade, além de análises de requerimentos e emissão de alvarás, foi a criação da plataforma digital que, no primeiro mês, registrou quase mil acessos.
No âmbito do Turismo, houve avanço na sinalização específica para facilitar ao visitante a localização dos principais pontos. A Secretaria participou ativamente de eventos, como Fenadoce e Festuris (Festival Internacional em Gramado), em visitas a destinos turísticos do Estado e do País, para divulgação do Município, e em jogos do Grêmio Esportivo Brasil no Campeonato Brasileiro. O lançamento do aplicativo 'Turismo Virtual', durante a Feira do Livro, obteve 100% de aprovação e foi um sucesso.
Turismo Virtual usa realidade aumentada para mostrar os prédios históricos. Foto: Gustavo Vara/Arquivo
Na Inovação, o ano se encerra com ocupação total dos espaços do Parque Tecnológico, onde 49 empresas estão instaladas, entre pré-incubadas; incubadas nos espaços de iniciação das universidades Federal e Católica (Conectar e Ciemsul) e Faculdade Senac (Senatec); e aquelas ligadas ao Arranjo Produtivo Local da Saúde e ao Seprorgs. O Parque também sedia parte da própria Sdeti e a Coinpel.
Cultura
Um fato inédito enalteceu a cultura do Município em abril 2018. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu o Conjunto Arquitetônico e a Tradição Doceira de Pelotas como Patrimônio Material e Imaterial do País. O reconhecimento ainda tornou possível que a arquitetura diferenciada da cidade, moldada pela mão de obra escrava rebuscada em referências europeias, fosse registrada em três Livros do Tombo Nacional (Histórico, de Belas Artes e Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico) e inspirou o tema da 6ª edição, no mês de agosto, do 'Dia do Patrimônio – Saberes, Fazeres e Ofícios', com atividades em diversos pontos da cidade e abertura, exposições e visitas em mais de 20 prédios.
A arquitetura de Pelotas passou a ser patrimônio nacional. Foto: Gustavo Vara/Arquivo
O Castelo Simões Lopes, pelo efeito da Lei de Revitalização, Restauração e Uso Criativo de Imóveis, começou a ser restaurado neste ano. A edificação foi construída entre 1920 e 1923, e o público pode conhecer sua história e tradição por meio do evento 'Domingo no Castelo'. Já houve três edições, com ampla programação cultural e artística.
Outra novidade na área da Cultura em 2018 foi a assinatura, pela prefeita Paula Mascarenhas, do decreto que declarou Pelotas como 'Cidade do Tambor de Sopapo', durante a Virada Cultural, em novembro, que dedicou sua programação a esse instrumento e que contou com a participação de artistas de diversas regiões do País.
O Tambor de Sopapo foi criado pelos escravos nas charqueadas. Foto: Gustavo Vara/Arquivo
O projeto “Visibilidade do negro no discurso do Museu da Baronesa” também foi destaque cultural, obtendo a 25ª colocação entre 130 museus do País inscritos no edital de seleção do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério de Cultura (MinC), para modernização de museus. O Museu da Baronesa recebeu R$ 100 mil para realização de melhorias em acessibilidade, informatização do acervo e investimento na prevenção de acidentes.
As obras de restauro do Theatro Sete de Abril serão retomadas em breve. Em dezembro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou o orçamento, e publicou o Termo de Compromisso firmado entre a União/Iphan e o Município de Pelotas no Diário Oficial da União. Agora a Prefeitura está apta a dar início ao processo licitatório para a primeira etapa da segunda fase da obra, orçada em R$ 7,8 milhões (recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, a fundo perdido), que destina-se a recuperar toda a estrutura do prédio e deve ser executada em 12 meses. O orçamento total é de cerca de R$ 15 milhões.