Problema de saúde impede viagem de Fabrício à Itália
O vice-prefeito, Fabrício Tavares, por ordem médica, devido a uma violenta infecção de garganta, cancelou a viagem que realizaria hoje (27) ao Estado do Vaticano, na Itália, onde representaria o Executivo Municipal durante de celebração eucarística de entrega do Palio ao Arcebispo Diocesano de Pelotas, Dom Jacinto Bergmann. A cerimônia de entrega do Pálio está marcada para esta quarta-feira, dia 29, e diante do cancelamento da viagem do vice-prefeito e a falta de tempo hábil para providenciar outro representante da municipalidade, o presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Leite, representará também o Poder Executivo. Ao reassumir o cargo, na manhã desta segunda-feira (27), o prefeito Adolfo Antonio Fetter, por meio de sua chefia de gabinete, enviou ao Arcebispo do município ofício em que explica os motivos da ausência do vice-prefeito durante a cerimônia e reitera sua satisfação por ocasião da sagração. Entenda a cerimônia - O pálio é uma espécie de colarinho de lã branca, com cerca de 5 cm de largura e dois apêndices – um na frente e outro nas costas. Possui seis cruzes bordadas em lã preta: quatro no colarinho e uma em cada um dos apêndices. É confeccionado pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma. Para fazer os pálios, elas utilizam lã dos dois cordeiros que são ofertados ao Papa anualmente, no dia 21 de janeiro, pois neste dia, celebra-se a Solenidade de Santa Inês, jovem mártir cristã dos primeiros séculos. Uma vez confeccionados, os pálios são abençoados pelo Papa, guardados numa arca junto ao túmulo do Apóstolo São Pedro, o primeiro pontífice, e entregues pelo próprio Papa, no dia 29 de junho de cada ano, na Solenidade de São Pedro e São Paulo, aos Arcebispos nomeados após a celebração do ano anterior. O uso do pálio, que nos primeiros séculos do cristianismo era exclusivo dos papas, passou a ser usado pelos Metropolitas a partir do século VI, tradição que vigora até os nossos dias. Para entender o uso do pálio pelo arcebispo é importante saber que a Igreja Católica está organizada pelo mundo afora em províncias eclesiásticas. Cada uma é formada por algumas dioceses (não há número determinado) e uma arquidiocese. À frente dela está o Metropolita, que é o Arcebispo da diocese sede. As palavras “arqui” e “arce”, colocadas junto às palavras diocese e bispo, vem da língua grega, que significam “a primeira”, “o primeiro”. Assim, a Arquidiocese e o Arcebispo são “a primeira” e “o primeiro”, não em linha de importância, mas para serem aquela e aquele que devem estar a serviço e promoção da comunhão. Após a sua nomeação de Arcebispo, deve o Metropolita pedir ao Bispo de Roma, o Papa, o pálio, símbolo de seu “poder” (o serviço e promoção da comunhão) na própria Província Eclesiástica e de sua comunhão com a Sé Apostólica. Uma vez recebido o mesmo, usa-o unicamente dentro das funções litúrgicas, sobre os paramentos pontificais, dentro da Província a que preside, e unicamente nela.