Procon alerta para consumo de alimentos vendidos nas ruas
Com a pressa e a correria dos trabalhadores e estudantes no dia-a-dia, cresce cada vez mais o número de consumidores de alimentos vendidos nas ruas. Cachorro quente, hambúrguer, sanduíche, churrasquinho, doce, pastel e saladas de frutas são as opções de baixo custo mais vendidas pelos ambulantes na cidade. No entanto, adverte o Procon de Pelotas, se manipulados e acondicionados de maneira incorreta, podem causar até mesmo infecção intestinal.
Os principais sintomas de intoxicação alimentar, informa a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão, Nóris Finger, são náuseas, vômitos, diarréias, dores de cabeça e, em alguns casos, febre. “A primeira medida recomendável é evitar a ingestão de itens expostos ao sol por muito tempo porque, fora de sua temperatura ideal, estão suscetíveis à deterioração”, aconselha a educadora.
Ligado à Procuradoria Geral do Município (PGM), o Procon, com esta divulgação, cumpre uma de suas principais funções: levar informação aos fornecedores e consumidores, bem como educar a população acerca de direitos e deveres. O risco à saúde, afirma Nóris, é sempre prioritário em relação aos outros temas. Por isso, para garanti-la, o órgão veicula a importância da verificação da procedência dos alimentos como meio de precaução contra contaminações, muito comuns, por microorganismos e toxinas.
A carne do churrasquinho de rua, que deve ser assado no momento da compra, precisa ser industrializada e estar todo o tempo sob refrigeração. Outro produto que merece cuidado é o cachorro quente: o recheio tem de ser devidamente fervido na hora de servi-lo. A chefe do Serviço do Procon enfatiza que a Vigilância Sanitária orienta à observação da data de fabricação e do prazo de validade dos sachês de condimentos que acompanham os lanches.
Dada a dificuldade de saber a procedência da maionese, que pode ser caseira e, por isso, conter a bactéria Salmonella, os chamados “sanduíches naturais” constituem-se em perigo sanitário.
Carnes e ovos não podem ser ingeridos crus ou parcialmente cozidos, além de demandarem resfriamento e armazenamento adequados. Estas exigências dificilmente são cumpridas em razão da precariedade das instalações nas calçadas dos comerciantes.
“Cabelos presos, unhas limpas, luvas, avental, copos e talheres descartáveis atribuem mais segurança ao consumidor”, diz Nóris, referindo-se às normas básicas de higiene determinadas pelos órgãos de saúde. Segundo a economista doméstica, cumpridas as regras, não há problemas em comercializar e adquirir os gêneros alimentícios em treilers, barracas, quiosques na praia e carrinhos. E só mais um lembrete: “a mão que prepara e alcança a comida não deve ser a mesma que dá o troco”.
Dúvidas podem ser esclarecidas no Serviço de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS): rua Lobo da Costa, 1764. O telefone do departamento é 3284-7733.