Procon dá dicas para aquisição de ovos de Páscoa
Faltando seis dias para a Páscoa, uma das datas mais importantes para o Cristianismo e o comércio, o Procon de Pelotas fornece algumas orientações àqueles que se lançam às compras dos ovos de chocolate. Coordenador executivo do órgão, Delcio Andersen recomenda a escolha de um estabelecimento com condições adequadas de higiene e temperatura, que deve ser de cerca de 18 graus. “Locais muito quentes descaracterizam os produtos, derretendo-os, e excessivamente frios comprometem a coloração e o sabor”, informa a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor, Nóris Fonseca Finger. Além disso, acrescenta Andersen, os ovos têm de ser armazenados longe de itens de limpeza, que alteram a sua composição, e de fontes de calor. Por essas razões, os especialistas em direitos do consumidor desaconselham a aquisição no comércio informal, já que os ambulantes expõem os alimentos à temperatura ambiente. Há de se ter um cuidado especial com as diferenças relativas aos números de referência, que identificam o tamanho dos ovos de chocolate. Marcas distintas com a mesma numeração não indicam as mesmas medidas porque não seguem um padrão, portanto a dica é prestar atenção ao peso líquido, desconsiderando-se embalagem e brinquedos. Outra precaução é procurar a indicação da idade recomendável e o selo do Inmetro nas mercadorias que contiverem brindes, garantindo segurança às crianças. Seguindo o disposto no Código de Defesa do Consumidor (CDC), todas as informações da embalagem precisam ser claras e precisas, com especificações de composição, peso, fabricação e validade. O Procon também chama a atenção para a diferença entre os produtos diet, com adoçante sintético e sem adição de açúcar, e light, menos gordurosos e calóricos do que os convencionais. “Os diabéticos, principalmente, devem ter mais cautela”, diz a chefe do departamento. Quanto aos artesanais ou de fabricação caseira, os fornecedores são obrigados por lei a cumprirem as regras impostas aos industrializados. No momento de pagar, o consumidor poderá exigir o mesmo valor à vista para qualquer modalidade: dinheiro ou cartões de crédito, em parcela única, e de débito. Optando por financiamento, em volumes maiores, faz-se necessário pesquisar os valores dos juros e de taxas cobras no desembolso a prazo. “Não deixe também de comparar antes os preços e de exigir, sempre, a nota fiscal”, relembra a educadora.