Procon difunde cuidados para descarte do lixo tecnológico
A impulsividade e o consumo inconsciente têm preocupado os órgãos de defesa dos consumidores, que regulam as relações entre estes e os fornecedores de produtos e serviços. Em razão de novas compras estimuladas pelas novidades tecnológicas, o descarte de eletroeletrônicos, pilhas e aparelhos celulares gera problemas ambientais, já que são compostos por materiais tóxicos. Chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas, Nóris Fonseca Finger adverte que os componentes e produtos devem receber tratamento diferenciado ao serem jogados fora. “Por estarem desinformadas, as pessoas se desfazem deles misturando-os aos resíduos comuns, como papel, restos de alimentos e plástico”, constata a educadora. Por isso, recomenda Nóris, todos os equipamentos e itens que contenham metais pesados, entre eles níquel, chumbo, mercúrio e cádmio – capazes de desencadear doenças neurológicas e afecções motoras –, precisam ser devolvidos. Algumas lojas e instituições exibem em suas dependências coletoras com este fim. As baterias de celular, indistintamente, têm de ser reencaminhadas pelas revendas à indústria. O ideal é que recebam tratamento adequado: reaproveitamento ou reciclagem, em vez de se tornarem lixo tecnológico e perigo à saúde. Os próprios rótulos indicam se baterias e pilhas podem ir ao lixo doméstico. Se houver restrições na embalagem, elas devem ser entregues à loja ou à operadora na qual foi efetivada a venda ou, ainda, à assistência técnica. Para que não gerem problemas de vazamento ou de ingestão até a devolução ao comércio, faz-se necessário guardá-las longe das crianças e ao abrigo da umidade e da luz direta do sol. Se os pontos de venda se negarem à recepção dos gêneros, o consumidor pode acionar os órgãos de proteção ambiental.