Procon ensina consumidores a evitar endividamento neste Natal

Por Divulgação 22-12-2010 | 00:00:00
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Ligado à Procuradoria Geral do Município (PGM), o Procon de Pelotas orienta o consumidor para não se endividar nesta véspera de Natal, data festiva que registra o maior volume de vendas do ano. Chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão, Nóris Fonseca Finger faz a primeira advertência: “Lembre-se de que possuir crédito não significa que você tenha condições de pagar”. A educadora alerta para os riscos de inadimplência com o “crédito fácil”, concedido indiscriminadamente por diversas operadores e estabelecimentos, ou seja, sem considerar a renda real do cliente. O recebimento do 13º salário também é um fator de grande consumismo, muitas vezes inconsciente, segundo Nóris. “E com todo esse cenário favorável às compras, existe uma tendência dos consumidores terem mais gastos do que o normal. Nesta hora, é preciso considerar critérios”, explica. Para não se tornar um devedor, e não ficar com o nome sujo na praça, deve-se, em primeiro lugar, organizar-se e criar uma lista com nome das pessoas que se pretende presentear, assim como o que vai adquirir conforme o perfil de cada um. “O ideal é que as despesas não ultrapassem 30% do salário, mesmo com a gratificação do Natal. Muitas pessoas se iludem com o pagamento do 13º e esquecem as dívidas. O resultado é o comprometimento financeiro para além do primeiro trimestre de 2011”, analisa a chefe do departamento. Como existem variações de preços dos produtos, o essencial – prescreve Nóris – é pesquisar antes de comprar e, principalmente, não deixar para a última hora. Outro fator que precisa ser levado em consideração, além do preço, consiste na qualidade das mercadorias. “Deve-se ficar atento às características, verificar se possui garantia, se têm defeitos e se estão dentro das normas estabelecidas pelos órgãos responsáveis”, ensina. O Serviço de Educação ao Consumidor do Procon também relembra os compradores quanto aos artigos piratas que, apesar de parecerem vantajosos em relação ao preço, são ilegais, prejudicam a arrecadação de impostos, não têm garantias e, não raro, oferecem risco à saúde. Ao comprar em parcelas, faz-se necessário conferir com o vendedor se os juros aplicados nas prestações são realmente os anunciados ou informados na loja. No que diz respeito ao uso dos cartões de crédito, o Procon sempre enfatiza: não é permitida, por lei, a cobrança de qualquer valor a mais nas transações com este tipo de pagamento. “Dinheiro ou cartão de débito ou crédito. Tanto faz. Se for à vista, o lojista é obrigado a praticar o mesmo preço”, informa Nóris.

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