Procon recomenda atenção nas compras em supermercados

Por Divulgação 05-10-2009 | 00:00:00
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Boa parte do orçamento mensal das famílias é gasto nos supermercados. Após a divulgação dos custos do Cesto Básico e da Ração Essencial e dos cuidados com preços diferenciados nas gôndolas e nos caixas dos estabelecimentos, o Procon de Pelotas, vinculado à Procuradoria Geral do Município (PGM), difunde algumas orientações sobre direitos no consumo neste segmento comercial.

Chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão, Nóris Fonseca Finger explica que o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, lei federal de 1990, assegura, entre outros, o direito à informação prévia e adequada sobre preço de produtos e serviços oferecidos no mercado de consumo. Além deste mecanismo, informa a economista doméstica, o Decreto Federal 5.903/06 determina o modo correto de disponibilização dos equipamentos de leitura óptica a fim de que os consumidores possam conferir os valores a serem pagos.

Os lojistas que trabalham com autoatendimento e códigos de barras têm de respeitar a distância máxima entre qualquer mercadoria e a leitora: 15 metros. Outro dever dos empresários é sinalizá-los na própria área de comercialização para facilitar a localização dos aparelhos. “A verificação dos preços, antes de passar nos terminais de pagamento, também ajuda para evitar surpresas recorrentes de valores maiores do que os anunciados nas prateleiras e nos panfletos”, avalia.

Para driblar despesas desnecessárias, Nóris aconselha realizar uma listagem prévia dos itens em falta, considerando sobretudo o tamanho da família. As próprias redes supermercadistas, sugere a chefe do departamento, contribuem à pesquisa de preços ao distribuírem catálogos e panfletos e veicularem propagandas na TV e em jornais. As promoções anunciadas devem estar absolutamente de acordo com os gêneros dispostos na gôndolas. Antes de partir para a reclamação no Procon, recomenda Nóris, o consumidor deve tentar resolver a “oferta enganosa” com o gerente, no próprio ponto de venda.

Uma forma de fugir das aquisições por impulso é não ir às compras com pressa, fome ou acompanhado de crianças. “Faz-se indispensável reservar um tempo à comparação de preços e marcas, constatação de peso e verificação de validade”, orienta a chefe do Serviço. Segundo a pesquisadora, é preciso estar ciente de que nem sempre a oferta corresponde ao preço mais barato – “apenas designa ser mais baixo do que o habitualmente cobrado”, enfatiza.

Na tentativa de seduzir o consumidor, o varejo procura praticar táticas de marketing conhecidas, mas nem sempre percebidas por todos. Nóris exemplifica lançando mão dos balcões centrais, entre corredores, em que uma determinada marca ganha destaque em relação às prateleiras. Também se pode economizar dando preferência às embalagens maiores, já que nem sempre as menores são mais vantajosas em quantidade e custo.

“No que diz respeito às mercadorias que trazem os nomes dos supermercados, o ideal”, ensina Nóris, “é procurar na embalagem o nome do fabricante”. O consumidor poderá se surpreender ao descobrir que a indústria é a mesma produtora de marcas bastante conhecidas, principalmente por ações publicitárias. “Qualidade igual e preço inferior compõem uma condição muito atrativa ao bolso e à mesa”, diz.

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