Procon recomenda cuidados nas escolhas para a ceia de Natal
Nos próximos dias, até o ano novo, os supermercados irão registrar grande movimento de consumidores em busca de produtos para as ceias de Natal e Réveillon. Nesta semana, o Procon de Pelotas, órgão pertencente à Prefeitura Municipal, recomenda algumas precauções, principalmente por se tratar da compra de alimentos. Uma das orientações mais importantes é observar a existência, nos rótulos das mercadorias, de selos de certificação dos órgãos de fiscalização e a situação de higiene em que estão expostos. Segundo a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão, economista doméstica Nóris Fonseca Finger, as carnes exigem mais cuidados nas festividades de final de ano. “Caso o odor e a coloração não estejam bons, rejeite a mercadoria e avise o gerente do estabelecimento”, adverte. Se houver água embaixo, ao redor e dentro dos balcões frigoríficos, é possível que tenham sido desligados à noite ou não funcionem à temperatura ideal. “De qualquer modo, os ‘congelados’ não estão próprios ao consumo”, afirma a educadora. Na tentativa de driblar os altos preços dos artigos importados – oferecidos tradicionalmente na data natalina –, como castanhas, nozes e vinhos, o consumidor tem a opção dos substitutos nacionais. “Ponha, no carrinho, frutas secas e in natura brasileiras e da estação. Prefira, por exemplo, um panetone de qualidade, porém de menor valor. Nem sempre os gêneros mais caros e de outros países são os melhores”, sugere a economista doméstica. Nessa época, espumantes e vinhos são campeões de comercialização e exigem cuidados. Se os rótulos não estiverem muito legíveis, bem colados às garrafas ou não possuírem dados da indústria, as bebidas não devem ser adquiridas. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) obriga todos os fornecedores a distribuírem importados com as informações em Português, entre elas identificação das empresas, com nome, endereço e CGC. Faz-se necessário também conferir as datas de fabricação e de validade, já que alguns produtos podem estar vencidos, além do peso e do volume informados nas embalagens. “Ao comparar preços, verifique se a quantidade é a mesma”, aconselha Nóris. Antes de fazer a lista, deve-se considerar o número de familiares e amigos convidados à ceia, evitando, assim, desperdício e gastos desnecessários. Os encartes de jornais e catálogos distribuídos consistem em boas fontes de pesquisa às famílias que têm tempo e condições de comprar em mais de um supermercado. “Não se esqueça da calculadora para controle das despesas”, lembra a chefe do departamento. Ao passar no caixa, é preciso ficar bem atento aos valores registrados: havendo diferença em relação aos informados nas prateleiras, sempre prevalece o menor. “Com criatividade, é possível comemorar o Natal, elaborando receitas mais econômicas e não menos deliciosas”, ensina Nóris.