Procon recomenda fuga da taxa recorde do cheque especial
Um alerta do Procon de Pelotas: a taxa média de juros do cheque especial subiu de 8,10% ao mês para 8,27% em julho passado, a maior registrada desde fevereiro de 2005. O balanço informado pelo órgão, responsável pela regulação das relações de consumo na cidade e ligado à Procuradoria Geral do Município (PGM), é da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Para a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas, economista doméstica Nóris Fonseca Finger, a elevação precisa ser interpretada como um sinal vermelho a correntistas de bancos. “Trata-se de uma linha de crédito cara, recomendável apenas em casos de emergência”, constata Nóris, referindo-se ao risco de comprometimento e perda do controle orçamentário. Outra advertência da educadora diz respeito ao pagamento: deve ser quitado o mais rapidamente possível para evitar o efeito “bola de neve”, ou seja, aumento cada vez maior do débito. A principal consequência, portanto, do uso indiscriminado do cheque especial é que, com o tempo, as despesas passam a não coincidir com o fôlego financeiro do usuário. “A dívida começa pequena e vai aumentando até proporções não suportadas pelo cliente da instituição financeira”, analisa. Como dica, a chefe do departamento do Procon menciona a busca das menores taxas do mercado e a substituição de modalidades mais caras por outras de menor custo. “Nunca use o cheque especial como complemento de salário e, sobretudo, rejeite sempre o crédito fácil, desconfiando de ofertas sem consulta ou pré-requisitos”, aconselha Nóris. ALTAS DAS LINHAS DE CRÉDITO (DE JUNHO PARA JULHO) • EMPRÉSTIMO PESSOAL EM BANCOS (PESSOAS FÍSICAS): de 4,63 para 4,67%. • EMPRÉSTIMO PESSOAL EM FINANCEIRA (PESSOAS FÍSICAS): de 9,30% para 9,34%. • FINANCIAMENTO DE CARRO: 2,34% para 2,37%. • COMÉRCIO: 5,66% ao mês em junho para 5,70% • TAXA MÉDIA DE JUROS PARA PESSOAS JURÍDICAS: de 3,96% ao mês para 4,05% (maior desde outubro de 2009). • TAXA MÉDIA DO CHEQUE ESPECIAL: de 8,10% ao mês para 8,27% (a maior registrada desde fevereiro de 2005).