Procon recomenda pechincha em compras no varejo
Além da habitual pesquisa de preços, o Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas, ligado à Procuradoria Geral do Município (PGM), recomenda a pechincha como forma de economizar na hora das compras. Uma das várias dicas é ser ousado e humilde no fechamento do negócio e não ter vergonha de barganhar: o máximo que vai ocorrer é o consumidor ouvir um “não” do vendedor que, certamente, não vai querer perder tempo e a transação. Chefe do departamento do órgão, a economista doméstica Nóris Fonseca Finger lança mão de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) para fundamentar a eficácia das negociações com gerentes e lojistas. Nos seis estabelecimentos visitados, os técnicos do Idec obtiveram sucesso no pedido de redução dos preços. “O desconto é possível porque há grande competição, sobretudo no mercado de eletrodomésticos e equipamentos. É preciso pechinchar”, aconselha a educadora do Procon. A comparação entre valores dos mesmos produtos tem importância em razão das diferenças entre as lojas, cujos proprietários já prevêem eventuais pedidos de redução. “Muitas vezes, a margem de negociação é alta justamente pela possibilidade de alguns compradores solicitarem abatimento nos preços”, argumenta Nóris. No caso de datas comemorativas, como a que se aproxima – o Dia dos Pais –, deve-se antecipar as compras, aproveitando promoções e “queimas” de estoques. “Quanto mais próximo do dia de presentear, mais caras ficam as mercadorias”, adverte. Lançamentos de artigos, como vestuário, eletroeletrônicos e informática, geralmente estão à venda por valores mais altos. A orientação do Procon é somente adquiri-los em absoluta necessidade, procurando dar prioridade às épocas de ofertas maiores, quando se pode poupar até a metade da quantia cobrada. Outra alternativa interessante, os itens que estão por sair de linha, desatualizados, no mostruário, ou que foram “descontinuados” pelos fabricantes, também consistem em alvos favoráveis à pechincha.