Procon recomenda uso de protetor solar na praia e na cidade
Nas formas de loção, emulsão, creme, óleo, gel, bastão labial, mousse, aerosol ou pomada, o protetor solar é indispensável, sobretudo no verão, período em que os raios ultravioletas (UV) atingem todos com maior potência. O alerta é do Procon de Pelotas que, atendendo ao requisito legal de informar cuidados essenciais de saúde à população, destaca hoje (5) a importância do uso de produto que contenha, no mínimo, Fator de Proteção Solar (FPS) 15. Chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão, Nóris Fonseca Finger adverte que as condições climáticas podem enganar. “Mesmo em dias nublados, quando a sensação de calor é menos intensa, há a ação do sol”, constata. A areia ou a água, na praia ou na piscina, refletem os raios UV como um espelho e podem prejudicar quem estiver inclusive na sombra. Acima da graduação 20, a classificação passa a ser de “bloqueador”, enquanto que, abaixo de 15, a categoria se chama “moderador” e não garante defesa às peles mais sensíveis. Entre os principais riscos de não usar qualquer uma dessas modalidades, estão queimaduras, rugas precoces, danos aos olhos e ao sistema imunológico e até mesmo câncer. “Toda a atenção deve ser tomada na praia, no campo, em passeios em parques ou outros locais urbanos, independentemente do horário diurno, já que os efeitos são mais ou menos fortes, mas sempre existentes”, enfatiza Nóris. Em locais abertos ou em exposição direta aos raios solares, a aplicação do protetor precisa ser diária, principalmente nas partes mais vulneráveis do corpo: rosto, pescoço, orelhas, pés e mãos. Faz-se necessário, frisa a chefe do departamento, reforçar a loção, o óleo ou o creme, conforme prescrição nos rótulos. “Geralmente, o intervalo é de 15 minutos para quem está na praia”, salienta a educadora do Procon. No entanto, algumas pessoas, que possuam dificuldade de bronzeamento, a maioria loiras e ruivas, têm de lançar mão do FPS 30 ou superior e, mesmo assim, não há garantias de prevenção total. “A simples utilização do produto não assegura uma pele sem ardência, sensação de febre, vermelhidão, dores, feridas e bolhas. Em caso de veraneio, não significa que se possa ficar ao sol durante muitas horas num mesmo dia”, orienta Nóris. Além de evitar o sol das 10 às 16h, é recomendável chapéu com abas, óculos escuros com proteção contra raios UV e roupas leves e claras, mais apropriadas à estação.