Procon sugere cautela na compra do material de construção
Em março, habitualmente, os projetos da casa própria começam a sair do papel, reaquecendo o mercado de materiais de construção que registra índices mais elevados de vendas. De olho na proteção dos consumidores, o Procon de Pelotas elaborou algumas dicas capazes de evitar transtornos durante as obras, principalmente em relação às especificidades técnicas. Além da recomendação da pesquisa de preços em lojas e encartes de jornais e revistas, o órgão prescreve, no caso do cimento, a verificação do prazo de validade na embalagem e a compra em data próxima à da construção. “Evite adquiri-lo com muita antecedência porque é comum ficar empedrado se estiver há dias armazenado”, sugere a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do Procon, Nóris Fonseca Finger. Outro motivo diz respeito ao comprometimento da qualidade do insumo, caso não seja guardado em condições favoráveis. Conforme a necessidade da obra, a areia é comprada nas modalidades fina, grossa ou misturada. O comércio especializado oferece o produto em grandes quantidades, por metro cúbico, ou em pequenas embalagens plásticas. O empreendedor não deve comprá-la quando estiver úmida, já que a quantidade diminui nesta condição. Outra dica do Procon é prestar atenção à mistura da areia, ou seja, se há adulteração com terra ou pó de serragem para “render” ilicitamente a matéria-prima, ao fornecedor, na hora da venda. “Este vício é doloso e acarreta sérias consequências à segurança da edificação”, observa a chefe do departamento. Quanto aos tijolos e blocos, faz-se indispensável a checagem das medidas específicas determinadas pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) da unidade estadual do Inmetro, sediada em Porto Alegre. No que diz respeito ao material hidráulico, um encanador poderá orientar adequadamente as mercadorias mais apropriadas a cada projeto residencial. Independentemente da consultoria, o órgão prescreve a certificação das conexões, que precisam ser compatíveis com as tubulações para não apresentarem problemas. “Fique atento às metragens. Alguns comerciantes divulgam o preço do metro, mas só vendem as barras inteiras, com 3 ou 5 metros”, aconselha Nóris. Para conferir segurança à estruturação das lajes e facilitar a montagem, as vigas têm de conter identificação e as marcas do fabricante. Será bastante útil ao consumidor a solicitação do manual de instruções e a observação das medidas próprias ao tipo de edificação. As normas do setor obrigam a indústria a informar, nos dispositivos elétricos, como fusíveis, disjuntores, fios, cabos e interruptores, os dados da fabricação e a tensão a que se destinam. As partes condutoras de energia elétrica devem ser de cobre ou de liga do metal, não podendo conter material ferroso, permitido apenas em parafusos, rebites, ilhoses, pinos, molas e os destinados exclusivamente à fixação das partes condutoras. PROCEDIMENTOS NO RECEBIMENTO DO MATERIAL NA OBRA • Confira a quantidade e os valores de todos os produtos entregues. • Não aceite as mercadorias, caso não haja diferenças entre o que tiver sido comprado e despachado pela loja. • Escreva, no verso da nota fiscal, os detalhes das quantias e valores irregulares. • Entre em contato com a loja para resolver a questão. • Tente resolver com o vendedor, gerente ou lojista os problemas constatados. • Deixe recomendações com parentes, vizinhos e profissionais para recebimento do material de construção. • Denuncie fraudes e infrações comerciais, como não emissão de nota fiscal e descumprimento de prazos e preços. Em caso de dúvida, o consumidor pode buscar esclarecimento no Procon pelo telefone 3284-4477, enviar mensagem para o e-mail procon@pelotas.com.br ou, ainda, procurar a sede, localizada à rua Professor Araújo, 1653.