Procon sugere precauções para as compras da ceia de Natal
Faltando bem menos de um mês para a ceia de Natal, o Procon de Pelotas, ligado à Procuradoria Geral do Município (PGM), oferece algumas sugestões capazes de ajudar no planejamento da refeição comemorativa.
Conforme a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão, economista doméstica Nóris Finger, somente depois de pesquisar os preços dos gêneros típicos da data é que se deve definir o cardápio. “A economia é maior quando se tem flexibilidade para a escolha dos produtos, a maioria mais cara em razão da alta demanda”, afirma.
Cautela com promoções é uma das recomendações do Procon porque algumas mercadorias podem estar estocadas há muito tempo e até já estarem vencidas. Por isso, verificar sempre as datas de fabricação e validade garante alimentos de melhor qualidade à mesa. Para fugir dos valores mais altos, o Procon aconselha itens, como frutas, nacionais, já que os importados, entre eles castanhas, vinhos e nozes, costumam encarecer a festividade.
“Preste atenção às condições de higiene e armazenagem dos supermercados e entrepostos de venda. Adquira, preferencialmente, os produtos cuja procedência seja conhecida”, orienta a chefe do departamento. O cuidado com a escolha das carnes, segundo ela, precisa ser maior ainda: o aspecto e o cheiro denunciam se estão próprias ou não ao consumo. Quanto aos congelados, faz-se necessário certificar-se se não existe água no freezer ou balcão frigorífico, confirmando o acondicionamento na temperatura ideal.
Estes itens, resfriados ou congelados, têm de ser colocados no carrinho de compras por último, uma vez que, dependendo da demora no estabelecimento, o aquecimento é capaz de alterar a qualidade. “Peso, quantidade e volume dos alimentos necessitam estar em conformidade rigorosa com a inscrição das embalagens”, informa Nóris.
Na época de final de ano, espumantes e vinhos são campeões de venda e exigem precauções do consumidor. Caso os rótulos não estejam muito legíveis, bem colados às garrafas ou não possuam a identificação do fabricante, a recomendação é não comprar as bebidas. A lei de defesa do consumidor obriga todos os fornecedores a distribuírem produtos importados com as informações na Língua Portuguesa e a identificação das empresas com dados como nome, endereço e CGC.
As cestas de Natal são mais práticas, mas podem apresentar um custo mais alto em comparação com o conjunto de itens vendidos em separado. “Por vezes, compensa montá-la em casa, com a vantagem de fazer uma decoração customizada e exclusiva, de acordo com o gosto de quem se vai presentear”, analisa. No que diz respeito às embalagens, Nóris pede que se rejeite as que estiverem estufadas, amassadas, estragadas ou com líquidos dentro: certamente o conteúdo não está mais preservado.