Professor alemão pesquisa pomerano e hunsrüsckisch na zona rural
Os dialetos pomerano e hunsrüsckisch, praticamente perdidos na atual Alemanha, serão alvos de pesquisa na zona rural de Pelotas pelo pesquisador e professor Burkhard Fett, da Europa-Universität Viadrina, de Frankfurt (Alemanha). Fett chega ao Município nesse fim de semana e permanecerá cerca de 30 dias na cidade, com o objetivo de pesquisar a utilização e a conservação dos dois dialetos na região, em comparação com o que ocorre na Alemanha. Naquele país, as duas línguas deixaram de ser comuns e estão restritas a poucas famílias da antiga Pomerânia, dividida entre Polônia e Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, e do Hunsrüsck, região no sudoeste alemão, no Estado da Renânia. A informação é do prefeito Adolfo Antonio Fetter, com quem o pesquisador fez contato via e-mail, a partir de informações colhidas nos livros “Os Vetter/Fetter – 170 anos de Rio Grande do Sul e Brasil” (1997), e “Pioneiros, aventureiros, guerreiros e seus herdeiros” (1999), nos quais Fetter escreve sobre a imigração alemã e seus reflexos no estado e no país. “Um parente, Ricardo Lopez Fetter, indicou ao Burkhard meu perfil no facebook, em seguida ele fez contato por e-mail, detalhando seu projeto e imediatamente me coloquei à disposição”, explica Fetter. Ele salienta que o pesquisador quer comparar traços do pomerano e hunsrüsckisch ainda falados na região com a língua alemã, considerando que ambos dialetos têm significativa relevância social, cultural e linguística. O pesquisador necessita fazer contato com cinco pessoas de grupos de idade entre 20-40 anos, de 40-60 anos e com cinco pessoas com mais de 60 anos, que vivam na zona rural e que de alguma forma ainda preservem os dialetos pomerano e hunsrüsckisch. Estudioso da imigração alemã, cuja família é originária da Renânia, Fetter lembra que os primeiros imigrantes – entre eles o patriarca da família Vetter/Fetter – Johannes – chegaram em São Leopoldo em 1825 e depois se espalharam pelo Rio Grande do Sul, inclusive em São Lourenço do Sul, fundada pelo imigrante alemão Jacob Rheingantz. Fetter já conversou com o secretário de Cultura, Mogar Xavier, que será o intermediário para fornecer informações e apoio logístico a Burkhard. Quem tiver informações acerca do assunto, pode entrar em contato com a Secult, a fim de ajudar na pesquisa, salienta Xavier.