Professores participam de evento sobre educação patrimonial
O vice-prefeito, Idemar Barz, prestigiou a abertura da atividade, que integra a Semana de Turismo na cidade
Aprender a valorizar e preservar a história do local onde moramos faz parte do dever de todo o cidadão, e é isso que as secretarias de Desenvolvimento, Turismo e Inovação (Sdeti), Cultura (Secult) e Educação e Desporto (Smed), em parceria com o Conselho Municipal de Turismo (Comtur), buscaram com a realização do Seminário de Educação Patrimonial, nesta quarta-feira (26), na Associação Comercial de Pelotas, integrando a programação da Semana do Turismo.
Fotos: Gustavo Mansur
O evento foi destinado a cerca de 50 diretores e coordenadores educacionais das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef) e contou com a presença do vice-prefeito Idemar Barz, que prestigiou a abertura da atividade.
Idemar desejou boas vindas aos educadores e parabenizou as secretarias pela organização do seminário, que reforça a importância de ensinar a história do município as crianças.
Parte do reconhecimento está no trabalho feito pelos professores, que atuam como replicadores da história”, destacou o vice-prefeito.
Em seguida, o secretário Giorgio Ronna (Secult) também destacou o reconhecimento de Pelotas como Patrimônio Nacional, e lembrou que isso só foi possível pelo trabalho desempenhado pelos governos que passaram pela cidade e criaram políticas públicas para garantir a preservação do Conjunto Histórico pelotense. Agradeceu aos educadores que colaboram com a manutenção da memória viva da cidade, estimulando nas crianças, desde cedo, o sentimento de pertencimento e valorização do local onde residem.
Uma das razões que fez Pelotas ser reconhecida são os anos dedicados à preservação do patrimônio. Parte disso é resultado do trabalho sério dos professores, que incluíram no currículo escolar a cidade e, assim, garantem que os alunos conheçam sua própria história”, destacou Ronna durante a abertura do evento.
O seminário seguiu durante a tarde e contou com a presença das soberanas da 26ª Fenadoce, a rainha Sara Dias e as princesas Júlia de La Rocha e Laura Feijó.
O reconhecimento de Pelotas
O tombamento do Conjunto Histórico de Pelotas e o registro das Tradições Doceiras foram apresentados pela presidente do Conselho do Patrimônio Cultural do município, Adriane Silveira. Ela abordou os processos percorridos no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) até a cidade ser oficialmente declarada Patrimônio Nacional Brasileiro, em 15 de maio deste ano.
Fotos: Gustavo Mansur
Destacou, em sua fala, que o país foi o primeiro das Américas a implementar uma legislação para a proteção patrimonial – durante o governo de Getúlio Vargas, em 1937 –, e que isso tornou viável os regramentos que vieram a seguir (contemplados pela Constituição Federal de 1988).
Adriane esclareceu que na nova Constituição Brasileira ficaram determinadas as duas formas de reconhecer um patrimônio: Tombamento ou Registro. Lembrou, ainda, que o Tombo pode ser registrado em quatro livros (Pelotas e suas tradições estão em três), sendo eles:
- Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico
- Livro do Tombo Histórico
- Livro do Tombo das Belas Artes
- Livro do Tombo das Artes Aplicadas
Conforme o Iphan, que reconheceu o Conjunto Histórico e as Tradições Doceiras de Pelotas e da Pelotas Antiga, a cidade está registrada com tombamento Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico (por possuir sítios que remontam a construção da cidade e por ser formada pela miscigenação de diversas culturas); Histórico (sua memória relata uma histórica única no país); e de Belas Artes (a arquitetura europeia e peculiar torna Pelotas berço das artes).
O processo, que teve relatoria da estudiosa Marcia Santana, transitava no órgão desde a década de 1990, e teve seu andamento acelerado em fevereiro deste ano. Essa foi a primeira vez que um município recebeu o reconhecimento simultâneo de seu Patrimônio Material e Imaterial.