Profissionais da saúde discutem combate à tuberculose
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) promoveu hoje (23), na Central de Regulação, na rua Barão de Santa Tecla esquina Tiradentes, um encontro com profissionais de vários setores da saúde estadual e municipal, para discutir ações voltadas ao combate da tuberculose. Do encontro resultou uma carta-ofício com o Plano Global de Metas, apontando sete recomendações técnicas e operativas que devem contribuir para reduzir os casos de tuberculose em Pelotas. “O encontro foi muito positivo. Daremos continuidade a algumas das medidas que já eram praticadas e vamos implementar outras sugeridas. O combate à tuberculose é uma das prioridades deste governo”, frisou o secretário de Saúde, Francisco Isaías.
Entre as medidas apontadas, estão a busca pelos sintomáticos respiratórios, o acompanhamento dos tratamentos, uma vez que muitos pacientes não chegam a concluí-lo, e a descentralização das coletas de escarro, a fim de que sejam realizadas em locais mais próximos dos pacientes. “Com estas ações, acreditamos que conseguiremos intensificar o Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PECT) e diminuir a incidência de tuberculose no Estado”, declarou a coordenadora do PECT, Carla Jarczewski.
O Rio Grande do Sul tem uma média de 41 casos de tuberculose por 100 mil habitantes, índice considerado alto, e contabiliza 4,5 mil novos casos da enfermidade a cada ano, sendo que 24 municípios respondem por 70% deste montante - 55% destes, estão na grande Porto Alegre e na capital e entre os 15% restantes está Pelotas, que também integra a lista dos 315 municípios prioritários em casos de tuberculse de todo o Brasil.
Pelotas apresenta um bom nível de adesão ao programa terapêutico e de elucidação de diagnósticos laboratoriais. “Dados recentes mostram que a incidência de tuberculose diminuiu e o índice de cura aumentou no Estado, mas ainda está longe do ideal”, enfatizou Maria Regina Reis Gomes, coordenadora da Vigilância Epidemiológica em Pelotas. Com este encontro, o CEVS busca meios para integrar o trabalho da Vigilância Epidemiológica com o Programa Municipal de Tuberculose, a Assistência e o Laboratório.
Pela manhã, houve um relato da situação atual de Pelotas (veja quadro) pelo PMCT e foram apresentadas, pela equipe estadual, as bases técnicas para a descentralização deste programa. Colaboradora do Inquérito da Tuberculose do Ministério da Saúde (MS), Rosa Castro expôs o Fluxograma das Ações de Controle da Tuberculose e falou do Papel do Laboratório neste processo.
Uma das maiores autoridades no assunto, Werner Paul Ott, criador do PECT há mais de 30 anos, é hoje consultor da Secretaria Estadual de Saúde (SES). ”Há anos escuto as pessoas falarem da necessidade de se conscientizar a comunidade sobre a importância do tratamento. Agora precisamos encontrar meios de colocar isso em prática”, disse o especialista, durante o encontro.
Ficou acertado que nas próximas semanas serão realizados encontros com as equipes que coordenam as Unidades do Fraget, Navegantes, Cohab Pestano, Cruzeiro e Dom Pedro I, onde serão repassadas as orientações trazidas pelo PECT. Os resultados obtidos até lá e novos encaminhamentos serão tratados do dia 3 de junho, dia em que a equipe do CEVS retorna a Pelotas.
Também participaram do encontro Neusa Gueths, também consultora do MS, e Joceli Carolo, do Laboratório Central do Estado (Lacen). Em nível local, participaram representantes da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, Vigilância Epidemiológica, Coordenadoria de Programas de Saúde, Coordenadoria de Estratégia da Saúde da Família, Laboratório Municipal, Equipe de Controle da Tuberculose, e do Programa de Tuberculose na Atenção Básica de Saúde.
Casos de tuberculose em Pelotas:
2006- 141
2007- 202
2008- 181
2009- 36
Total: 560 desde 2006