Programa DST/HIV/AIDS está com sede nova
O Programa Municipal DST/HIV/AIDS da Secretaria de Saúde (SMS) está com sede nova. O endereço continua o mesmo – à rua Marcílio Dias, esquina com Lobo da Costa – mas, de uma única sala, onde funcionou durante mais de dez anos, o Programa passou agora a dispor de recepção, Centro de Processamento de Dados (CPD), depósito, sala de treinamento e banheiros. A inauguração oficial do espaço está marcada para o dia 18 de maio, às 17h, e deve contar com a presença do prefeito Adolfo Antonio Fetter e da primeira dama, Leila Fetter.
Atualmente, 3.400 pessoas fazem acompanhamento no Programa. Destes, 1.141 adultos e 42 crianças fazem tratamento antirretroviral (AIDS). Enquanto que em janeiro de 2008, havia 1.460 usuários em acompanhamento, no mesmo mês de 2009, o número tinha subido em mais de 100%. Isso não significa, necessariamente, que tenha aumentado o número de infectados. “Estamos intensificando os testes para diagnosticar os casos precocemente”, disse a coordenadora do Programa, Cláudia Berardi. Ela explicou que, quanto antes ocorrer o diagnóstico do HIV, mais fácil fica fazer o acompanhamento do paciente e o tratamento da doença começa assim que ela se manifesta - o que aumenta a expectativa de vida do paciente para quase 100%.
Ao mesmo tempo em que se muda para o novo espaço, localizado a poucos metros de distância do anterior, no segundo andar do prédio anexo à SMS, com entrada pelo pátio interno, o Programa está implantando um novo sistema de informatização online que possibilitará traçar o perfil epidemiológico de todo o município. Sabe-se, por exemplo, que nestes dez anos 13 mil pessoas passaram pelo DST/HIV/AIDS, mas é desconhecido o perfil destas pessoas. Com o novo programa de computador, será possível conhecer informações mais detalhadas, como a faixa etária e sexo dos pacientes, a renda familiar e as áreas da cidade mais atingidas, entre outras.
Através desse programa, modelo Geoprocessamento, a SMS espera conseguir um dado mais preciso sobre o período em que a pessoa está infectada com o vírus HIV antes de desenvolver a AIDS. Existe uma estimativa de que seja de aproximadamente dez anos, mas são conhecidos casos em que se passam 16 ou até 20 anos antes que a pessoa manifeste a doença. “Esse dado é muito importante para a epidemiologia porque pode nos ajudar a averiguar, por exemplo, quais as características que fazem com que a AIDS seja retardada”, explica Cláudia.
Iniciado em Pelotas em 1996, foi em 1998 que o Programa DST/HIV/AIDS foi instituído como política do município e começou a receber incentivo federal, que na atualidade corresponde a R$ 298 mil ao ano – a contrapartida do município é de 20% deste valor, investidos em medicamentos e preservativos, mas nos últimos dois anos, Pelotas tem dobrado este valor. Há quatro anos a Secretaria de Saúde disponibiliza todos os kits HIV e VDRL (sífilis). “Boa parte deste material deveria vir do Estado e do Governo Federal, mas muitas vezes não são repassados ou demoram muito a chegar. Como os pacientes não podem esperar, o município tem adquirido tudo na integralidade”, conta a coordenadora.
O Programa coordena sete grandes campanhas anuais de conscientização e dois grandes eventos: o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, celebrado em 1º de dezembro, e a Parada GLBT. A primeira reunião da organização da festa, ocorrida na semana passada, definiu que este ano a Parada ocorrerá no terceiro domingo de outubro, dia 18.