Programa Mãe Legal busca redução de óbitos infantis e maternos
A Secretaria de Saúde (SMS) apresentou, na tarde desta quarta-feira (29), no salão paroquial da igreja São José, no Fragata, o programa “Mãe legal faz pré-natal – atenção à saúde da gestante e puérpera”, criado com a finalidade de incrementar ações na Rede de Atenção à Saúde para a promoção de um pré-natal acolhedor e resolutivo e ações concretas na área da criança. A um salão lotado com representantes de diversos programas desenvolvidos pela SMS, tais como Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Primeira Infância Melhor (PIM), Estratégia Saúde da Família (ESF), das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), agentes comunitários de saúde, redutores de danos, prestadores de serviços e pessoas da comunidade, a secretária Arita Bergmann disse que a equipe toda estava muito animada em dar início a este programa, que pretende formar “a maior rede de solidariedade pela vida”. “Em nome das crianças presentes, vamos homenagear os cerca de quatro mil bebês que nascem, a cada ano, em Pelotas, para que tenham a oportunidade de nascer e crescer saudáveis e felizes. Este momento é para dizer sim à gravidez com saúde, sim às mães legais que fazem o pré-natal. Nosso grande tema de casa é gerar vida saudável. A presença de todos aqui, hoje, é uma prova de que estamos de braços dados para mudar o quadro, que hoje não é dos melhores no Município. Tenho certeza que, juntos, profissionais da saúde e comunidade vamos conseguir reverter a situação e diminuir o óbito materno e infantil”, comentou a secretária. Arita reforçou, ainda, que a administração do prefeito Adolfo Antonio Fetter está preocupada em salvar vidas, “que cada mulher que decida ter um filho, em Pelotas, tenha condições de ter um bom parto e que o bebê se desenvolva saudável e feliz”. Ela recordou que esta é apenas uma etapa do programa, que contará ainda com a apresentação dos protocolos e discussão com os profissionais da atenção básica; visita dos integrantes do Programa Primeira Infância melhor (PIM) à Casa da Gestante; capacitação em amamentação, destinada aos agentes comunitários, PIM e pré-natalistas da rede; capacitação sobre o protocolo de acolhimento com recepcionistas, técnicos e auxiliares da rede; capacitação com pré-natalistas, entre outras. A enfermeira Raquel Montesano, uma das coordenadoras do Saúde da Mulher, apresentou, em datashow, o protocolo do Mãe legal faz pré-natal. “Nossa meta é reduzir a mortalidade infantil e materna e os partos prematuros, objetivo que será alcançado se houver o envolvimento de todos os profissionais e da comunidade, a ação de cada um de nós pode fazer a diferença. Mas o programa ainda está em construção, não está concluído, de modo que ainda está aberto a sugestões e participação de todos que puderem contribuir”, salientou. Vera Schmidt, da Saúde da Criança, falou sobre o protocolo voltado à atenção da criança, do acompanhamento do bebê, desde o nascimento, para que se desenvolva com saúde. As ações prevêem desde o incentivo ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade – está em andamento uma parceria com o Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP/UCPel), neste sentido, para a formação de multiplicadores -, à alimentação saudável, vacinação em dia, prevenção de doenças, etc. Na sequência, houve depoimento de mães e crianças que são atendidas pelo PIM e foram apresentados os VTs do programa, que já começaram a ser veiculados nas TVs locais. Também foram entregues, a cinco gestantes que estavam presentes, um kit do programa Mãe legal, que será entregue a cada gestante, em sua primeira consulta, contendo uma bolsa, adesivo, botom e folhetos informativos. Também foram sorteados kits para recém-nascidos e outros brindes.