Proposta para hospitais filantrópicos será defendida em Brasília

Por Divulgação 27-08-2007 | 00:00:00
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O secretário municipal de Saúde, Francisco Isaías, e o secretário adjunto, Armando Manduca, viajarão amanhã (28) para Brasília com o objetivo de defender a proposta elaborada pelo prefeito Fetter Júnior para que o Governo Federal repasse mais verba para cada leito de internação utilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O esforço é no sentido de solucionar a crise do setor, que culminou na atual greve dos hospitais filantrópicos.

Na quarta-feira (29), a agenda prevê visita ao Conselho Nacional de Representantes dos Secretários Municipais e na quinta-feira (30), na Comissão Intergestores Tripartite (órgão máximo de gestão do SUS no país, que reúne os três âmbitos - federal, estadual e municipal). Depois de já ter sido defendida no município e no estado, a proposta agora toma proporção nacional, destaca o secretário.

A proposta consiste em exigir que o Estado pague R$ 1.500,00/mês para cada leito de internação disponibilizado pelo hospital e utilizado pelo SUS. Para cada leito de UTI II disponibilizado, o incentivo seria de R$ 2.000,00. O objetivo é resolver o problema da baixa remuneração dos hospitais filantrópicos e, ao mesmo tempo, regular os leitos da cidade, aliviando a demanda do Pronto-Socorro.

De acordo com Isaías, Pelotas já possui apoio da Assedisa (Associação dos Secretários e Dirigentes Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul), da Famurs (Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul), e da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

Paralisação

Como já haviam anunciado, os hospitais filantrópicos de Pelotas – Santa Casa de Misericórdia, Beneficência Portuguesa e Hospital Espírita – paralisaram hoje o atendimento aos pacientes do SUS. De acordo com Isaías, o município é contrário à paralisação, apesar de compreender o problema da baixa remuneração enfrentado pelos hospitais. “Paralisar e penalizar a população já sofrida não é a melhor medida”, enfatiza. A posição de Isaías tem em vista o prejuízo que será causado para os usuários do SUS, visto que os hospitais filantrópicos respondem por aproximadamente 70% dos leitos disponíveis na cidade.

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