Prorrogada vacinação contra paralisia infantil
A campanha de vacinação contra a poliomielite foi prorrogada pela Secretaria de Saúde de Pelotas até sexta-feira (20). A medida foi tomada para que se consiga atingir a meta de imunização de 95% dos menores de cinco anos. No sábado (14) receberam a dose 18.477 mil crianças, ou seja, 83.78% do total de pelotenses nessa faixa etária. “É um bom índice, melhor que o do ano passado, mas queremos dar a oportunidade aos pais que ainda não vacinaram seus filhos”, explica a coordenadora do departamento de Vigilância Epidemiológica, Maria Regina Reis Gomes.
Para proteger as crianças contra a paralisia infantil basta levá-las a uma das 54 salas de vacinação do município no horário normal de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde. É importante que os pais portem o cartão de vacinação dos pequenos. Todos os menores de cinco anos devem receber as duas gotinhas, mesmo aqueles já imunizados. “A vacinação de rotina está sempre disponível nos Postos, mas só para as crianças que a tem agendada na carteirinha. Durante a campanha todas podem e devem receber a vacina”, explica Maria Regina. A segunda etapa da Campanha está marcada para o dia 9 de agosto.
Não são registrados casos de paralisia infantil no Brasil desde 1989. As campanhas pretendem garantir manutenção da erradicação da poliomielite no país, já que a doença continua presente em 13 países. Até o dia 3 de junho deste ano 522 casos foram diagnosticados no mundo - um aumento significativo em relação a 2007, quando no mesmo período foram registrados 190 casos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a vacina a única maneira de erradicar a doença no mundo.
Vacinação no Brasil
Até às 19h de sábado (14) mais de nove milhões de crianças já tinham sido vacinadas em todo o país, ou seja, 59% dos brasileiros menores de cinco anos. A informação é do Ministério da Saúde, que avalia de forma positiva os resultados obtidos. A Região Sul foi a que mais vacinou: até aquele momento haviam tomado as duas gotinhas 78,46% dos menores de cinco anos, o que corresponde a 1,6 milhão de crianças. O Rio Grande do Sul situava-se na quarta posição entre os estados com maior índice de cobertura (73,71%), atrás apenas do Distrito Federal (88,46%), Paraná (82,1%) e Santa Catarina (78%).