PS calmo é resultado de longo trabalho na saúde

Por Divulgação 28-12-2007 | 00:00:00
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O Pronto Socorro Municipal de Pelotas (PS) apresenta, nesse final de ano, atendimento com mais resolutividade para os pacientes que não necessitam internação, ao mesmo tempo em que agiliza a transferência dos que necessitam hospitalizar. Isto faz com que o número de doentes em observação tenha redução considerável. Para o secretário adjunto de Saúde, Armando Manduca, esta realidade deve-se a um longo trabalho de qualificação que vem sendo desenvolvido na saúde no município. “Essa melhora é fruto do esforço do prefeito Fetter Júnior, que trabalha incansavelmente, em parceria com a equipe da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), para solucionar problemas e realizar melhorias no setor”, alega.

O quadro apresentado nestes últimos dias, informa o diretor técnico do PS, Paulo Barragan, é de vários atendimentos, mas com pouca permanência. Para manduca, isto é resultado de uma ação conjunta, onde diversos departamentos da Secretaria Municipal de Saúde atuam em parceria para melhorar o setor.

Ele citou dados mensuráveis e dados comparativos, que demonstram a situação atual na saúde de Pelotas. Para começar, Manduca lembra que, enquanto o Estado e a União não cumprem com a lei e não investem o estipulado, o município investe ainda mais que o exigido. “Pelotas deveria aplicar 15% dos impostos arrecadados em saúde. Em 2006 aplicou 20,5% e, em 2007, 21,4%”, revela.

Além disso, Manduca fala da mortalidade infantil. Considerado o índice mais sensível de avaliação da saúde de um município, o coeficiente de mortalidade infantil em Pelotas vem diminuindo consideravelmente. Em 2005, foram registrados 20,5 óbitos de crianças de zero a um ano, por mil nascidos vivos. De janeiro a novembro de 2006 foram 15,5/mil e, no mesmo período, em 2007, foram 11,7/mil. O Estado, segundo Manduca, tem o menor coeficiente de mortalidade infantil do Brasil. E Pelotas tem melhor taxa de redução do Rio Grande do Sul. “Estar melhor entre os melhores é como ganhar a copa”, comemora.

Outro fator decisivo na melhora do atendimento em saúde são as reformas nas Unidades Básicas (UBS). Somente em 2007, 33 UBS foram atendidas, entre troca de prédio, reformas grandes e pequenas reformas. A UBS Sansca, por exemplo, ganhou nova edificação de 209 metros quadrados e, em 2008, a prefeitura continuará dando atendimento com prioridade às 12 unidades que não foram atendidas em 2007. Além de melhorar a área física das unidades, a SMS também promove a qualificação do atendimento, através de capacitação do pessoal, parceria com outras entidades e campanhas preventivas.

O novo prédio do PS é também apontado como decisivo para a situação atual. O aumento da área física aliviou a sobrecarga de serviço e deu maior qualidade de atendimento ao usuário e de trabalho aos profissionais da casa.

Manduca coloca, ainda, alguns dados comparativos que demonstram a melhora na saúde. Os esforços do prefeito Fetter Júnior, desde que assumiu o cargo, são no intuito de oferecer melhor qualidade de vida à população, por intermédio de captação de investimentos e execução de obras importantes para a comunidade, sendo através destas ações que a saúde está inserida no Programa de Inclusão Social com Qualidade de Vida (PIQ). Quando Fetter assumiu o governo, relata Manduca, a SMS estava no negativo, com uma dívida que crescia R$ 375 mil/mês. Foi preciso realizar um saneamento financeiro na Secretaria, com medidas importantes, como a transferência da administração do Hemocentro ao estado (economia de R$ 60 mil), gestão tripartite do PS com a UCPel e UFPel (economia de R$ 300 mil), e maior aporte de recurso financeiro do município para a saúde.

Essa economia, somada aos esforços do prefeito para conseguir novos recursos, possibilitou que em 2007 fossem aplicados em torno de R$ 2,2 milhões em medicamentos, quando em 2006 haviam sido investidos em torno R$ 1,1 milhões e em 2005 em torno de R$ 900 mil.

Outra medida decisiva para redução da superlotação do PS foi o programa Inverno com Saúde, no qual sete UBS atenderam à comunidade também durante a noite, no chamado terceiro turno. Sem esquecer do aumento no número de leitos disponibilizados pelos hospitais da cidade, vitória alcançada devido negociação da prefeitura junto às entidades. A Santa Casa, por exemplo, que antes disponibilizava menos de 50 leitos de clinica geral, hoje disponibiliza 90. Isso faz com que o paciente que chega no PS tenha para onde ser encaminhado depois do atendimento de urgência.

O secretário adjunto comenta também as campanhas realizadas, como a da dengue - não há casos no município - e a da rubéola - imunizou mais de 70 mil pessoas e controlou o surto da doença na cidade. Todos esses fatores influenciam no dia-a-dia do Pronto-Socorro, acredita.

Os atendimentos no feriado de Natal foram normais, destaca Barragan. No dia 24 foram 252 atendimentos, no dia 25 foram 294 e no dia 26 foram 326. “A questão é que estamos mais estruturados para o atendimento, e a retaguarda oferecida pelas outras instituições de saúde, também contribui para um fluxo normalizado de pessoas”, sintetiza.

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