Público da Virada prestigia Oficina da Cultura Yorubá
Aula foi ministrada pelo músico nigeriano Emmanuel Idown Akinruli
A Casa do Tambor, no Laranjal, serviu de cenário para uma oficina de vivência na cultura Yorubá, no final da manhã deste domingo (18), onde participaram cerca de 15 pessoas, entre músicos e interessados pela programação da Virada Cultural. O músico nigeriano Emmanuel Idown Akinruli, responsável pela atividade, apresentou a história dos instrumentos africanos como o Batá, o Tambor Falante e o Agogô e promoveu uma aula prática de ritmos típicos.
Fotos: Lucas Pereira
O grupo também teve a oportunidade de aprender sobre os tambores sul-americanos, representados pelo Praieiro (também chamado de Maçambique, originário do litoral norte gaúcho) e Chico (vindo do Uruguai, pronuncia-se Tico), com destaque para o Tambor de Sopapo, criado durante o período da charqueadas em Pelotas e protagonista da Virada Cultural de 2018.
Ao final da oficina, Akinruli testou a atenção dos participantes com perguntas relacionadas a cultura de seu país de origem e encerrou com convite para uma dança coletiva ao som dos instrumentos praticados durante a aula.
Virada encerra neste domingo
A Casa do Tambor, localizada na rua São Leopoldo, 243, na Praia do Laranjal, já havia sediado um encontro entre os grupos de cultura afro, participantes da Virada, na manhã de sábado (17), que voltam a se reunir neste domingo, no Palco Cidade, no Largo do Mercado Central.
O grupo Zingado, de Caxias do Sul (RS) abre a programação a partir das 15h, com apresentação de ritmos brasileiros ao som do tambor. A partir das 20h30min, o show fica por conta de Kako Xavier e a Tamborada, de Pelotas, com o seu Tambor de Sopapo.
Em função da chuva que atingiu a cidade na noite de sábado, apenas uma das quatro apresentações previstas ocorreu. O grupo Coco de Zambê, do Rio Grande do Norte, apresentou-se no pátio interno do Mercado e fez demonstrações de dança e ritmos da sua região.