Regulação reflete em tranquilidade no Pronto Socorro

Por Divulgação 04-08-2011 | 00:00:00
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Apesar do frio intenso que tem feito na região, nos últimos dias, tem-se observado um cenário pouco comum no Pronto Socorro de Pelotas: corredores tranquilos e macas livres. A novidade, tida como altamente animadora pelos gestores, tanto da instituição quanto do setor de saúde municipal, de modo geral, é considerada um reflexo positivo dos esforços da atual gestão da saúde, em Pelotas. “A nova gestão está comprometida em melhorar as estratégias de fluxo, evitando o acúmulo desnecessário de pessoas no PS. É só andar pelos corredores e ver, a imagem fala por si só, mostra que a regulação está conseguindo fazer o sistema funcionar, os leitos estão rodando”, avalia o diretor administrativo da instituição, Régis Pinto e Silva. Responsável pela área administrativa do Pronto Socorro, Silva conta que, de segunda-feira até as 14h desta quinta-feira, foram internados 45 pacientes, fazendo uma média diária de 11,25. “Um ano atrás a média de internações ao dia ficava em torno de sete ou oito. Mas o melhor é o número reduzido de pessoas em espera. Hoje, por exemplo, temos vinte pessoas aguardando por leito, em tese são apenas dez pacientes no corredor, já que nossa enfermaria conta com dez leitos. Isso é perfeitamente administrável e melhor que na grande maioria dos estabelecimentos de emergência de todo o País. Houve um dia em que tivemos 104 pacientes em espera por vagas”, recorda. Além da Central de Regulação de Leitos - Saúde em Rede -, que, em contato permanente com os hospitais contratualizados pela Prefeitura, gerencia os quartos disponíveis aos pacientes do SUS, informando imediatamente o PS assim que desocupa uma vaga, outra medida que tem contribuído para desafogá-lo foram os leitos extras disponibilizados pela Secretaria de Saúde. Na opinião de Silva, a disponibilidade de mais leitos, a boa comunicação entre os hospitais, a Central e o PS, e também o fato de o sistema estar conseguindo fazer com que muitos atendimentos sejam feitos nos locais em que deveriam ser, evitando o aglomerado de pessoas nos corredores do PS, são um conjunto de ações que refletem no setor de emergência não somente em nível local, mas em nível nacional. “Com mais tranquilidade, os procedimentos podem ser executados na hora certa, o atendimento tem mais qualidade, o que deixa os pacientes mais satisfeitos e possibilita que os técnicos, os enfermeiros, os médicos, enfim, toda a equipe, trabalhe melhor”, pondera. Apesar dos reflexos positivos no PS, Silva diz que todos os envolvidos no sistema, seja Secretaria de Saúde ou hospitais contratualizados, estão conscientes de que ainda há muito por fazer e melhorar. “Mantemos diálogo diário e fazemos reuniões semanais para continuar aperfeiçoando o processo. Mas esta melhoria visível certamente é um incentivo para que continuemos nos esforçando, é um sinal de que estamos no caminho certo”, conclui o administrador.

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