Sanep revitaliza Lagoa de estabilização
O Sanep iniciou esta semana o trabalho de revitalização da Lagoa de Estabilização, ao lado do Terminal Rodoviário. Está sendo retirada a camada vegetal, composta de junco e aguapé. Em parte da Lagoa será deixada uma porção desta camada vegetal para finalizar o tratamento de esgoto.
O trabalho está sendo realizado com uma escavadeira hidráulica e deve ser concluído em 90 dias. Também faz parte da manutenção, a compactação e a correção do declive dos taludes, que são os braços de terra que vão até o centro da lagoa.
Após a conclusão deste trabalho, passa a ser cumprido um cronograma de manutenção a cada 15 dias com uma limpeza manual. Também será realizado o plantio de arbustos como hibisco, e de árvores nativas, para a formação de uma cortina vegetal com o objetivo de harmonizar esteticamente o local e também diminuir o odor.
As lagoas de estabilização são grandes tanques escavados no solo, nos quais os esgotos fluem continuamente e são tratados por processos naturais. Bactérias e algas são os seres vivos que habitam as lagoas, coexistindo em um processo de simbiose e, desta forma, tratando os esgotos através da decomposição da matéria orgânica pelas bactérias.
Este é um dos métodos mais eficientes de tratamento de esgoto, e consegue depurar em média 90% da carga orgânica, reduzindo em 99,9% o índice bacteriológico. Se comparado com um reator anaeróbio estes dois índices ficam em torno de 70%, explica a chefe do Departamento de Tratamento do Sanep, bioquímica Isabel André.
A Lagoa de Estabilização Biológica construída em 1983 foi pioneira no sul do pais e serviu de laboratório de estudos para cidades como Porto Alegre e Piracicaba, em São Paulo, que mais tarde vieram a adotar o mesmo sistema. Ela foi projetada pelo ambientalista José Lutzemberg e trata efluentes domésticos e industriais, em média 10% ( 8,9 mil residências) do esgoto coletado da cidade, em zonas como a Cohab Gotuzo, Fragata e Guabiroba.