Sanep substitui produtos químicos e gera benefícios
Mais economia ao Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) e qualidade da água à comunidade. Há três meses, as Estações de Tratamento de Água (ETAs) do Sanep já trabalham o processo de preparo da água bruta em suas plantas com um novo componente químico, o Policloreto de Alumínio (PAC), em detrimento do Sulfato Férrico Aluminoso. Além de mais eficiência no tratamento, os primeiros resultados apontam uma economia de R$ 61 mil mensais. Apesar da nomenclatura difícil, a bioquímica do Departamento de Tratamento do Sanep, Isabel André, explica que o novo produto responde pela redução de índices de outros produtos utilizados no processo como o Alumínio residual. “Essa substituição é resultado de diferentes estudos e pesquisas em outros órgãos de saneamento. Simplificando, é um coagulante que aplicado faz reduzir os índices de Alumínio na água tratada bem abaixo dos permitidos pela legislação federal, superando os resultados do Sulfato Férrico”, explicou. De acordo com Isabel, com o policloreto aumentou também os parâmetros de turbidez adequados (transparência). Outro benefício verificado é a redução da quantidade de cal hidratada que se manteve próximo da neutralidade, assim como do Cloro Gás. A cal é usada para corrigir o pH (acidez) da água e o Cloro Gás empregado para desinfecção. “Além de representar mais qualidade do produto final isso reflete em uma economia que mais de R$ 60 mil à Autarquia”, destacou Isabel. Próximas mudanças Para 2011, o Departamento de Tratamento já estuda a substituição do Cloro Gás pelo Cloreto de Sódio no processo de desinfecção da água na ETA Sinnott. Se a modificação for integralmente aprovada, em 2012 será estendida para as ETAs Santa Bárbara e Moreira. Essa mudança significa sobre tudo segurança no manuseio do produto, já que o cloro passa ser gerado pelo Cloreto de Sódio, não sendo mais necessário conduzir os cilindros de 900 quilos do Gás. Isabel também explica que para realizar essas alterações, o Departamento fez pesquisas, testes em laboratório e visita a outras empresas de saneamento e fabricantes dos produtos. Os produtos estão dentro das normas de uso deliberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o consumo humano e todo esse cuidado é com o objetivo de garantir a qualidade, buscando alternativas mais modernas e economicamente viáveis para o tratamento da água.