Saúde busca resolução no atendimento
De acordo com levantamento solicitado pela secretária municipal de Saúde, Renata Carriconde, são necessários R$ 3 milhões por ano para que não falte medicamentos na rede pública, ou R$ 240 mil por mês para satisfazer a necessidade de cobertura nas unidades básicas e farmácia municipal. Como alternativa, a Prefeitura estuda a possibilidade de fazer licitação para comprar R$ 1,2 milhão em medicamentos com pagamentos e entregas mensais, de forma a equilibrar despesa com necessidade da saúde pública. Já os medicamentos controlados que estavam em falta foram encomendados e devem chegar nos próximos dias. Dados apontam que, nos últimos seis meses, a Farmácia Municipal atendeu 37.800 usuários de medicamentos controlados, sendo 7.200 usuários de insulina. Também foram distribuídos 2,35 milhões de medicamentos controlados, seis milhões de farmácia básica aos postos de saúde e 1,3 milhão de unidades de material como seringas e para curativos. A Secretaria também atende cerca de 150 ordens judiciais para fornecimento de medicação. Conforme o médico Armando Manduca, a secretaria tem uma dificuldade financeira que se deve principalmente ao Pronto Socorro, que consome cerca de R$ 400, R$ 500 mil por mês, valores disponibilizados pelo teto da municipalização plena da saúde que não deveria sair deste teto. Segundo ele, está sendo buscada outra solução para o PS para que estes valores possam ser investidos na aquisição de medicação, por exemplo. Renata lembra que é compromisso do prefeito Bernardo de Souza a ampliação do horário de atendimento em alguns postos de saúde e resolutividade na prestação dos serviços. Nesse sentido, na implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), provavelmente no dia 21, será lançado o projeto piloto para estender o horário em dois postos, no Fragata e no Lindóia, de forma a desafogar o número de pacientes no Pronto Socorro. Pelo projeto, pacientes que não necessitem de cuidados especiais após atendimento pela equipe do Samu serão encaminhados aos postos e não ao PS.