Saúde promoverá curso sobre Doenças Falciformes
A Secretaria de Saúde, com o apoio do Governo do Estado, promoverá um curso de capacitação em doenças falciformes para médicos, enfermeiros, agentes de saúde e familiares. A iniciativa foi discutida hoje (12), durante a reunião entre a assessora estadual da Política de Atenção às pessoas portadoras de Doença Falciforme, Carem Fortunato, a representante do gabinete da governadora Yeda Crusius, Ângela dos Santos, a coordenadora do Departamento de Saúde Pública de Pelotas, Niara Bachiere, e demais funcionários da SMS envolvidos com a questão.
Carem e Ângela anunciaram que Pelotas ficou entre as oito cidades do Estado selecionadas para receberem recursos a fim de promoverem a capacitação. O curso será realizado em dois módulos, um voltado para médicos e enfermeiros e outro para familiares, agentes de saúde e ONGs. A data e o local serão definidos pela equipe da SMS nas próximas semanas.
Durante as aulas o grupo será capacitado para identificar os portadores da anomalia e oferecer a assistência médica, psicossocial e medicamentos necessários e, com isso, promover a longevidade com qualidade de vida às pessoas com Doença Falciforme.
A doença
A anemia falciforme é a doença hereditária causada pela anormalidade de hemoglobina dos glóbulos vermelhos, que perdem a forma de disco, ficando enrijecidos e deformados, tomando a forma de foice. Estes glóbulos alongados não conseguem passar através dos pequenos vasos sangüíneos, bloqueando a circulação do sangue em diversas partes e tecidos do corpo humano. Como resultado, os pacientes apresentam episódios de intensa dor, suscetibilidade às infecções, lesões orgânicas e em alguns casos, a morte precoce.
Estima-se que no Brasil, uma em cada cem pessoas apresente as alterações genéticas decorrentes da doença que atinge principalmente indivíduos descendentes de afro-brasileiros. É válido lembrar que a Anemia Falciforme afeta pessoas diferentes de diversas maneiras e não segue nenhum padrão fixo. Alguns pacientes só têm sintomas leves, com menos de uma crise por ano, enquanto outros têm sintomas mais severos com mais de uma crise por mês.
O diagnóstico precoce por meio do teste do pezinho e o tratamento adequado representam papel fundamental na redução do adoecimento e mortalidade destas crianças.