Saúde reforça luta pela redução da mortalidade infantil

Por Divulgação 19-11-2008 | 00:00:00
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“A luz amarela ascendeu”, avalia o secretário Francisco Isaías, sobre o acréscimo no número de óbitos de crianças menores de um ano verificado em Pelotas em relação ao mesmo período do ano passado – de 12 para 14 a cada mil nascidos vivos. Apesar de ainda estar muito abaixo da média nacional (o último dado divulgado pelo Ministério da Saúde indica que em 2006 morreram no país 20 crianças de cada mil) o acréscimo no índice de Pelotas preocupa Isaías. Para conter o avanço o secretário convocou para a próxima sexta-feira (21) uma reunião entre todas as entidades ligadas ao atendimento de gestantes e crianças.

“Nossa luta é para que não morra nenhuma criança. Essa é uma prioridade da secretaria e faremos uma ação impactante nesse sentido”, diz. Para discutir os detalhes da nova estratégia se encontram na sexta-feira representantes do Departamento de Saúde Pública da SMS, do programa Primeira Infância Melhor (PIM), Estratégia de Saúde da Família (ESF), Unidades Básicas de Saúde, Universidades Católica e Federal de Pelotas e maternidades do município.

O objetivo do grupo é realizar uma ação coordenada, voltada especialmente para a identificação de todas as mulheres entre 26º e 40º semana de gestação, além daquelas crianças menores de um ano egressas de UTI´s pediátricas. Partos prematuros e o excessivo número de cesarianas são as causas apontadas para o crescimento dos óbitos. “Estas mortes ocorrem em sua maioria nas crianças com menos de um mês de vida, cujas mães só chegam ao sistema de saúde pública no momento do parto, sem terem feito os exames de pré-natal”, revela Isaías. Por isso, para se reduzir cada vez mais a mortalidade infantil, como ocorreu em 2006 e 2007, é preciso um esforço redobrado na identificação de todas as gestantes e das crianças com histórico de internação, de forma e não deixar nenhuma sem o acompanhamento dos profissionais de saúde.

Avaliação do Estado é positiva

A reunião de sexta-feira na secretaria da Saúde contará com a presença da coordenadora estadual do Programa Viva Criança, Eleonora Walcher, que pretende unir esforços com a Prefeitura, universidades e maternidades para intensificar o trabalho que fez de Pelotas a cidade recordista brasileira em redução na mortalidade infantil entre 2006 e 2007. Na avaliação de Eleonora é comum ocorrer um pequeno e pontual acréscimo nas cidades que apresentam uma redução brusca no número de óbitos. “É muito difícil manter os índices tão baixos, é um trabalho diário e por isso vamos agora dar um novo gás nessa luta”, comentou. Durante duas décadas morreram em Pelotas em média 20 crianças de cada mil nascidas vivas, índice que baixou para 15 por mil em 2006 e chegou a 12 por mil em 2007. “Não podemos esquecer as conquistas obtidas pelo município nesses últimos anos de trabalho forte”, afirma Eleonora.

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