SDE e UGP fazem estudos para projeto do Shopping Popular

Por Divulgação 25-11-2009 | 00:00:00
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Mudar a paisagem da cidade para melhor e, ao mesmo tempo, alavancar a economia local. Com esta missão, as equipes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e da Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP) estão debruçadas sobre o estudo da configuração inicial do projeto do Shopping Popular de Pelotas. Amanhã (26), em Porto Alegre, o titular da SDE, Carlos Mário Santos, será recebido pelo secretário de Produção, Indústria e Comércio (Smic) de Porto Alegre, Idenir Cecchim. A finalidade é conhecer a experiência da capital gaúcha, precursora no estabelecimento de um camelódromo com a integração de atividades: terminal de ônibus urbano, centro popular de compras, praça de alimentação e estacionamento.

No encontro, que acontecerá às 10h, Santos pretende questionar o secretário sobre as políticas públicas que permitiram a constituição da arquitetura jurídica do empreendimento, atualmente administrado pela iniciativa privada. “Queremos ver se é possível implementar, no Município, um negócio semelhante ao de Porto Alegre”, explica. O Shopping Popular, pertencente ao Projeto Pelotas Polo do Sul, foi concebido pelo prefeito Adolfo Antonio Fetter com o propósito de inserção socioeconômica dos ambulantes.

Aproximadamente 200 camelôs sairão das ruas do Centro da cidade para ocupar uma estrutura adequada de gestão e comercialização: compreenderá a construção de um prédio na Praça Cipriano Barcelos, ao lado do camelódromo em funcionamento. A edificação, conforme o coordenador geral da UGP, Jair Seidel, terá bancas e salas para treinamento e administração do local. A Unidade sob o comando de Seidel gerencia os processos de concorrência pública, elaboração conjunta de projetos, tratativas com o Banco Mundial – instituição financiadora do Polo do Sul – e controle de qualidade.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico também se está articulando para promover uma palestra do secretário Cecchim, em Pelotas, com o objetivo de divulgar a formatação do centro de compras da capital aos vendedores que estão na informalidade, empresariado local e representantes de entidades, como Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Aliança Pelotas. "Ruas, calçadas, praças e avenidas ficaram totalmente livres para o trânsito de veículos e pedestres", informa o secretário de Produção, Indústria e Comércio de Porto Alegre, referindo-se à qualificação das vias públicas.

Cabe à SDE todas as tarefas que envolvam economia, incluindo a modalidade popular em relação à qual o governo Fetter dedica especial atenção para obtenção de resultados em médio prazo. Dando sequência à pesquisa de campo para melhor estruturação do estabelecimento, Santos e Seidel almoçarão com os diretores da Verdi Construções, concessionária que venceu o processo licitatório de exploração e administração do local durante 25 anos.

Segundo Seidel, averiguar in loco a parte operacional do comércio e levantar informações acerca do possível gerenciamento por parte do setor privado são as principais metas da reunião-almoço. Também amanhã à tarde, em horário a confirmar, uma ida às áreas jurídicas da prefeitura de Porto Alegre permitirá aos gestores públicos de Pelotas o conhecimento do marco regulatório legal de todo o processo. De posse de todos os dados, os funcionários da Executivo pelotense poderão dar os contornos finais ao projeto do Shopping Popular.


CONHEÇA O CENTRO POPULAR DE COMPRAS (CPC) DA CAPITAL:

O CPC da Praça Rui Barbosa em Porto Alegre, construído sobre uma plataforma de concreto pré-moldado, iniciou suas atividades em fevereiro deste ano. Formado por 800 lojas, que vendem entre roupas, acessórios e artigos eletrônicos, o camelódromo envolve cerca de 400 pessoas responsáveis pelos outros serviços oferecidos. Entre eles estão os 19 estabelecimentos: lanchonetes e restaurantes na praça de alimentação, agência bancária, lotérica, tabacaria, salão de beleza e farmácia.

Para a construção de 21 mil metros quadrados de estrutura e adequação a todas as exigências de segurança da estrutura, a concessionária Verdi Construções, que administra o shopping, investiu cerca de R$ 25 milhões na obra, superando em mais de R$ 15 milhões o valor inicial estimado.

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