SDE integra grupo da Fiergs para fomento do polo naval
A prefeitura terá representação no grupo de trabalho formado pelo Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás e Energia (CCPGE) da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) para apoiar a consolidação do Polo Naval e Off Shore na Zona Sul. O nome de Pelotas, indicado ontem (11) pela entidade, é Carlos Mário Santos, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. A partir de uma série de reuniões com gestores públicos, das quais o governo municipal participou, a Federação passou a articular a construção de um projeto de desenvolvimento regional que envolve diretamente as cidades de Pelotas, Rio Grande e São José do Norte. “Com este objetivo e, conforme orientação do BNDES, buscamos em conjunto e de forma pragmática a criação de uma comissão de trabalho para a construção do plano de ações de fomento ao setor”, diz Paulo Dias, gerente técnico e de Suporte aos Conselhos Temáticos da Fiergs. Entre os membros estã, ainda, o secretário estadual da Ciência e Tecnologia, Artur Lorentz; o secretário-adjunto estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Josué Barbosa; o assessor jurídico da secretaria estadual de Infraestrutura e Logística, Eduardo Krause; o prefeito de Rio Grande, Fabio Branco; autoridades portuárias dos municípios envolvidos; e representantes de órgãos ambientais e do polo naval de Rio Grande. “O comitê terá uma pauta mensal na Fiergs, em Porto Alegre. O foco está na coordenação e na centralização de todas as ações para alavancagem e atração de investimentos do setor”, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. Na avaliação econômicofinanceira de Santos, Pelotas é uma cidade vocacionada, em razão das condições de infraestrutura, qualificação de pessoal e posição geográfica, à produção de componentes leves da indústria naval fina de alta tecnologia e valor agregado. As políticas implantadas pelo prefeito Adolfo Antonio Fetter vêm intensificando contatos para aproximar não só grandes companhias desenvolvedoras de módulos para a plataforma P55, mas fabricantes de componentes para o polo naval de Rio Grande. O interesse se justifica pelo fato de que, a exemplo das montadoras de veículos, as empresas fornecedoras ao segmento naval também adquirirem peças para fabricação, mantendo a produção de maior porte. Além de montar a P-53 e escolher o Dique Seco para a estruturação da base da P-55, a Petrobras decidiu implantar em Rio Grande uma unidade pioneira de manufatura, em série, de cascos para plataformas destinadas à extração e ao processamento de petróleo. Aproveitando este cenário bastante promissor para Pelotas, a administração municipal busca gerar renda e empregos diretos ao estabelecer, a partir deste ano, cerca de dez chãos de fábrica nas proximidades do São Gonçalo.