SDE prestigia evento da União sobre logística e cabotagem
O seminário de Logística da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP) chega a Pelotas, completando uma série de debates realizados nos municípios portuários. Pauta trabalhada sistematicamente pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), o fomento ao modal hidroviário na cidade terá impulso no evento que ocorre entre hoje (7) e sexta-feira (9) nas dependências do Porto de Pelotas e na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).
Coordenador geral de Gestão da Informação do Departamento de Sistemas de Informações Portuárias da SEP, Luiz Hamilton Mendonça vai palestrar – amanhã (8), às 19h30, no CDL – sobre o Programa de Incentivo à Cabotagem (PIC) do governo federal. Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Mário Santos, o tema é pertinente e vem ao encontro da diretriz da administração municipal de estimular o escoamento da produção local através de embarcações.
“A apresentação do projeto às empresas usuárias ou potenciais, sobretudo do setor de exportação de arroz, poderá iniciar um ciclo antevisto pela gestão do prefeito Adolfo Antonio Fetter de derrubada dos custos e viabilização de novos negócios”, analisa Santos. Segundo ele, estudos concluem que o meio rodoviário, adotado para envio das cargas do principal produto da Zona Sul ao Nordeste, exige gastos até três vezes maiores do que a navegação de cabotagem.
Este tipo de transporte é realizado entre portos interiores do Brasil, pelo litoral ou por vias fluviais, contrapondo-se à navegação de longo curso, sobretudo a realizada entre cais comerciais de diferentes países. “A cabotagem, bastante difundida na década de 30 no transporte de carga a granel, é ideal no cenário atual, em que parte das malhas ferroviárias e rodoviárias ainda apresentam condições precárias, custos elevados e grande congestionamento”, compara o titular da SDE.
Os custos brasileiros de logística e transporte são muito elevados, alcançando 15% do Produto Interno Bruto (PIB), bem acima do que se observa em muitos outros países. Nos Estados Unidos estas despesas são, respectivamente, de 8,6% e 5%. O balanço é do Banco Mundial, que considerou, no cálculo, os valores de estoque, armazenagem e administração.